Estamos na rampa final para mais um processo eleitoral onde vamos ser chamados a dizer quais os deputados que queremos ver na Assembleia da República. Sim, este é um ponto crucial para compreendermos como está deturpado o nosso sistema eleitoral. Não vamos eleger, como nos querem fazer entender, o primeiro-ministro. Esse é indigitado pelo Presidente da República e não tem de ser necessariamente o vencedor das eleições. O que vamos eleger é um conjunto de deputados que vão compor o hemicíclo e que vão conduzir este sistema semi-democrático.
É importante que se distribuam os votos por forma a compensar quem está nas diversas frentes e a castigar quem as abre. Castigar aqueles que durante décadas têm destruido este país mesmo que travestindo essa destruição de modernidade. Certamente não é útil o voto que plantar mais deputados dos dois monolitos políticos que são os dois partidos do tão designado "bloco central". Claro que a referência não é inocente. Querem algumas forças da sociedade reavivar esta solução porque têm medo do veredicto popular. Apesar de tudo fazerem para a manipulação grosseira do voto, ainda conseguem falar vezes sem conta nesta solução absurda que nos atiraria para mais cinquenta anos de um obscurantismo neo-salazarista.
O verdadeiro voto útil é aquele que for depositado em consciência fora dos principais partidos do sistema. É fundamental reforçar principalmente os partidos à esquerda do PS e principalente a coligação encabeçada pelo único partido verdadeiramente vertical no nosso país, o Partido Comunista. Fundamental para um processo de transformação social de novo tipo. Sem cópias ou colagens, é com estes homens e mulheres que o futuro nascerá se o quiserem viver de forma mais humana, democrática e justa. O processo pode mesmo começar aqui.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Pague 1, leve 2 - Eleições Low Cost
Os saldos chegam às eleições. O presidente da República pondera e realização simultânea das eleições legislativas e autárquicas. Os meios de comunicação social dizem que é bom pois poupam uns trocos nas coberturas. E está certo. Penso que teria sido interessante terem juntado os três actos eleitorais (refiro-me às Europeias que já foram, caso alguém ainda se lembre). Uma vez que já não vamos a tempo poderíamos juntar estas legislativas de 2009, com as autárquicas de 2009 e como já sabemos que, independentemente do resultado as políticas seguirão as mesmas, podemos também juntar as legislativas de 2013 e autárquicas de 2013. Um pacote económico e a certeza de oito anos daquilo a que chamam estabilidade governativa. PS e PSD juntos terão sempre mais de 75% dos votos por isso é apenas uma questão de distribuição de cadeiras.
Para um pacote mais económico poderiam adicionar dois referendos, um já previsto (embora não anunciado) sobre os casamentos homossexuais e outro na calha sobre as uniões entre pessoas e animais domésticos independentemente do sexo. Tudo para umas boas eleições Low-Cost.
Para um pacote mais económico poderiam adicionar dois referendos, um já previsto (embora não anunciado) sobre os casamentos homossexuais e outro na calha sobre as uniões entre pessoas e animais domésticos independentemente do sexo. Tudo para umas boas eleições Low-Cost.
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eleições
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Algumas considerações sobre o resultado das eleições
A derrota das sondagens foi por demais evidente a ponto de reforçar a ideia que sempre tive que deveria ser proibida a revelação de qualquer sondagem política num período de seis meses antes de um processo eleitoral. No seu formato actual, as sondagens servem, não de estudo sobre intenções de voto mas de pressão sobre os eleitores em direcção ao denominado voto útil e da consequente bipolarização.
Em relação aos vencedores e aos derrotados é necessário ter em conta que estas foram eleições para o parlamento europeu, assim, devemos considerar a eleição de cinco deputados para o grupo parlamentar das Esquerdas Unitárias e Verdes Nórdicos como o factor mais importante destas eleições.
Existiu claramente um voto de protesto, ou melhor dois tipos de votos de protesto. O voto de protesto situacionista que se traduziu numa transferência de votos para o PSD mas que pertencem a um eleitorado preparado para votar PS nas legislativas. E o voto de protesto para a mudança de formatação do próprio sistema político, social e económico que se traduziu no espantoso aumento de votação do Bloco de Esquerda e do aumento (embora curto) da influência da CDU levando a que, juntos, os dois partidos somassem mais de 21% dos votos expressos.
O voto branco surgiu aqui como arma importante contra o sistema político tal como se nos apresenta. Nos últimos tempos a grande maioria dos agentes políticos pouco ou nada têm contribuído para a dignificação da classe. Claro está que os partidos do monobloco bipartidário do centro político tiram grande proveito deste descontentamento não direccionado de uma parte significativa da população. Estes votos não caem à esquerda ou à direita do centrão político nacional.
Em relação aos vencedores e aos derrotados é necessário ter em conta que estas foram eleições para o parlamento europeu, assim, devemos considerar a eleição de cinco deputados para o grupo parlamentar das Esquerdas Unitárias e Verdes Nórdicos como o factor mais importante destas eleições.
Existiu claramente um voto de protesto, ou melhor dois tipos de votos de protesto. O voto de protesto situacionista que se traduziu numa transferência de votos para o PSD mas que pertencem a um eleitorado preparado para votar PS nas legislativas. E o voto de protesto para a mudança de formatação do próprio sistema político, social e económico que se traduziu no espantoso aumento de votação do Bloco de Esquerda e do aumento (embora curto) da influência da CDU levando a que, juntos, os dois partidos somassem mais de 21% dos votos expressos.
O voto branco surgiu aqui como arma importante contra o sistema político tal como se nos apresenta. Nos últimos tempos a grande maioria dos agentes políticos pouco ou nada têm contribuído para a dignificação da classe. Claro está que os partidos do monobloco bipartidário do centro político tiram grande proveito deste descontentamento não direccionado de uma parte significativa da população. Estes votos não caem à esquerda ou à direita do centrão político nacional.
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