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sábado, 2 de maio de 2009

A questão dos valores

“Substituir o valor do ateísmo pelo valor da religião, pressupõe romper com aquilo que era considerado como certo e bom e substituí-lo por algo que se apresenta como mais verdadeiro e desejável.”

In Manual de Psicossociologia das Organizações; Ferreira, J. M. Carvalho; Neves, José; Caetano, António; McGraw Hill, p.259



Nas nossas leituras por vezes esbarramos com ridicularias deste género e pensamos, como é possível alguém, com um nível cultural e educacional tão elevado escrever barbaridades deste género e publicá-las em livros científicos que são referência bibliográfica em cursos universitários. A continuarmos neste caminho de produção intelectual em breve estaremos a retirar conteúdos bem mais credíveis e verdadeiros da banda desenhada de Walt Disney.

Desde quando é que a religião em si é um valor? A religião pode conter dentro de si um conjunto de valores, mas não é um valor em si. Pior do que isso é ignorar que no ateísmo pode estar um conjunto de valores humanos bem mais importante do que o presente na religião. Basta compreendermos que o ateísmo não tem de gerir os seus valores pelo medo de poderes sobrenaturais. Não tem de se sustentar no medo de um além para identificar o mal e o bem. Um ateu e um religioso podem mesmo partilhar os mesmos valores e na mesmíssima proporção.

Mas o mais irónico desta afirmação é precisamente a elaboração mental necessária para podermos compreender onde poderia o valor religioso, se tal coisa existisse, ser “mais verdadeiro e desejável”. A religião, essa coisa tão concreta e tão palpável cheia de certezas e evidências baseada na ideia que existem criaturas algures no além que nos criaram e nos controlam (excepto quando se esquecem) é apresentada como mais desejável perante os valores do ateísmo. Quer dizer que o ser humano sem a fantasia da existência de deuses torna-se ainda mais cruel. Mas o que a História nos ensina é que as maiores crueldades foram sempre cometidas em nome de religiões, do deus x ou y, da conquista de clientela para esta ou aquela seita de seguidores de ilusões. Quero com isto dizer que os valores religiosos são hipócritas? Definitivamente não! Os valores da honestidade, do respeito, da igualdade, da felicidade, etc. são valores sérios e válidos na fantasia religiosa quanto são no ateísmo. Eles representam exactamente o mesmo. Cada indivíduo interpretá-los-á à sua forma e agirá de acordo com a sua consciência dos mesmos. Ou seja, o que acima é dito não passa de uma deturpação do conceito de valores e de propaganda da superioridade dos valores religiosos quando eles são exactamente iguais no ateu e no religioso.

Quanto ao “verdadeiro” nem é necessário alongar muito. As religiões são baseadas em crenças e não em factos. Não existem factos concretos e palpáveis que comprovem a existência de qualquer deus ou entidade semelhante. Todas as religiões têm atrás de si motivos sociopolíticos fortes e de todos os testemunhos deixados só sobram aqueles que mais convêm a quem prega as suas doutrinas. A História nega constantemente a religião. A ciência contraria todos os dias a religião. Deus é constantemente negado até por aqueles que mais dizem crer. São então os valores incutidos pelo medo do castigo no além mais desejáveis que os valores nascidos na simples ideia de que a humanidade existe por si e para si independentemente da existência de deus, do pai natal ou de extra-terrestres baixinhos e verdes que nos controlam?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Difamar a religião?

Segundo notícia que pode ser lida aqui, a ONU adopta resolução contra difamação da religião.

Em pleno século XXI faria mais sentido que declarassem a religião como difamação da verdade.

domingo, 30 de março de 2008

Religiões e ficções

Segundo notícia divulgada pela Lusa ontem o número de muçulmanos ultrapassa já o número de católicos. Uma ressalva importante é que é o número de católicos e não de cristãos uma vez que existem muitas religiões baseadas no cristianismo.

Tal como está a notícia revela que um mal nunca vem só. Boa notícia seria saber que o número de pessoas que acreditam em figuras ficcionadas e sobrenaturais que nos criaram e controlam e que são sensíveis aos nossos comportamentos e estados de humor teria baixado. Não sendo assim, e em pleno século XXI pouco podemos adiantar à racionalidade do ser humano. De que nos serve pensar se depois acreditamos justamente no mais irracional?

A fé religiosa é inimiga da humanidade e é prova disso o estado actual do nosso mundo conturbado por um choque de culturas baseadas fundamentalmente numa diferença religiosa. E como por trás da religião está o dinheiro, esses são os dois motores da barbárie na nossa era.