Pela primeira vez em Portugal na próxima edição do Rock in Rio Lisboa.
SNOW PATROL
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Mentalidades tacanhas
É frequente pesquisarmos por estudos nas mais diversas matérias na internet. Curiosamente só há muito pouco tempo começámos a ver disponibilizados, ainda que de uma forma muito tímida, trabalhos de portugueses. Quase todas as matérias são quase que inundadas com trabalhos, por exemplo, de nacionalidade brasileira. E isto revela aquilo que se passa desde tenra idade nos bancos das escolas. A cultura da competição que se desenvolveu sobretudo depois do enorme falhanço geracional do pós-25 de Abril, trouxe-nos a uma cultura mesquinha da reserva do saber enquanto factor ou arma de competição defensiva ou mesmo agressiva. Faz parte da essência da própria sociedade tal como está concebida essa centralização numm esforço individual negativo e competitivo anulando desde sempre o espírito de colectivo e de cooperação.
Na prática isso traduz-se numa didficuldade enorme em conseguirmos textos sérios sobre os mais diversos temas, pior ainda tratando-se de textos científicos que tenhamm origem nas nossas Universidades. E isso sucede fundamentalmente por duas coisas. A preguiça mental que resulta no simples colar e cortar de textos disponibilizados sem a necessária aferição da validade científica ouda sua autenticidade. Ou por outro lado a falta de vontade de partilhar conhecimento por potencial ameaça. Qualquer uma das duas é a tradução prática da tacanhez de espírito dos portugueses.
Na prática isso traduz-se numa didficuldade enorme em conseguirmos textos sérios sobre os mais diversos temas, pior ainda tratando-se de textos científicos que tenhamm origem nas nossas Universidades. E isso sucede fundamentalmente por duas coisas. A preguiça mental que resulta no simples colar e cortar de textos disponibilizados sem a necessária aferição da validade científica ouda sua autenticidade. Ou por outro lado a falta de vontade de partilhar conhecimento por potencial ameaça. Qualquer uma das duas é a tradução prática da tacanhez de espírito dos portugueses.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Deve ser anedota
Hoje ouvia na TSF que, com este Orçamento de Estado, haveria um desagravamento fiscal caso os salários não aumentassem mais que a inflação, tendo sido esta de 0,8%. Quer isto dizer o obvio. Que se os aumentos dos salários não ultrapassarem a fasquia do aumento das tabelas de deduções, os impostos baixam. Mas, loucura total, na ordem das centésimas de ponto percentual!
Ainda bem que temos especialistas que nos dizem estas coisas. Esperemos não estarmos desgraçados se nos apresentarem um aumento superior aos 0,8%. Não vá o país ficar de um momento para o outro repleto de pessoas a viver com melhores rendimentos! Isso seria uma loucura ainda maior!
Ainda bem que temos especialistas que nos dizem estas coisas. Esperemos não estarmos desgraçados se nos apresentarem um aumento superior aos 0,8%. Não vá o país ficar de um momento para o outro repleto de pessoas a viver com melhores rendimentos! Isso seria uma loucura ainda maior!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
E passado algum tempo...
... descobrimos como o tempo voa!!
PORCUPINE TREE - THE INCIDENT (2009) - TIME FLIES
PORCUPINE TREE - THE INCIDENT (2009) - TIME FLIES
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Porcupine Tree
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Portugal - do marialvismo ao rabetismo
Poucas décadas separam estes dois diferentes países, cada um mais decandente que o outro. A esquerda política onde sempre me incluí e continuo a incluir, vê como causa sua e como causa importante a questão tão badalada do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Num país onde existem graves problemas estruturais cometem-se graves erros jurídicos e sociais para tapar buracos de outros mais graves que todos sentimos a cada dia. Sistema jurídico decadente e que não funciona, desde os legisladores incapazes até à aplicação errónea e tardia (quando aplicada) da justiça. Sistema de saúde paralisado e entregue de mão beijada aos serviços privados e às convenções tão convenientes, com um serviço nacional de saúde esvaziado de sentido e de meios. Um sistema de educação que envergonha que está a tomar o mesmo rumo da saúde e está a entregar de mão beijada aos privados aquele dever público tão importante que é educar as novas gerações. A própria concepção do que erradamente ainda chamam de sistema democrático é todos os dias colocada em causa quando o poder está nas mão da economia e não da política. E o que pensam os políticos? Para colmatar todas estas lacunas o melhor é mesmo criar causas absurdas e artificiais como a que aqui se apresenta.
Nem toda a esquerda é consensual nesta matéria. Felizmente existem pessoas que pensam as coisas de forma livre e contra estas modas que derivam de um conceito esquerdista radical e que nada tem a ver com direitos humanos e muito menos com justiça social. Prende-se antes com a destruição de um conceito civilizacional que não deve ser substituido por outro que constitui pior aberração social do que aquela que as nossas actuais instituições já conssubstanciam.
Não defendo um referendo porque pura e simplesmente não creio que ele sirva neste como em nenhum outro caso. Já na matéria da IVG tudo deveria ter sido resolvido em sede própria que era a Assembleia da Republica. Neste caso penso o mesmo. Contudo, e face aos graves problemas de governação que se estão a fazer sentir, esta é uma questão fracturante que ocupa o pensamento das pessoas e as distrai de problemas realmente sérios. E este espaço é mais um aprova disso.
Os políticos, e nomeadamente a esquerda, e muito em particular o PCP deveria distanciar-se pura e simplesmente destas paneleirices. Mas isso é meramente a minha opinião pessoal.
Nem toda a esquerda é consensual nesta matéria. Felizmente existem pessoas que pensam as coisas de forma livre e contra estas modas que derivam de um conceito esquerdista radical e que nada tem a ver com direitos humanos e muito menos com justiça social. Prende-se antes com a destruição de um conceito civilizacional que não deve ser substituido por outro que constitui pior aberração social do que aquela que as nossas actuais instituições já conssubstanciam.
Não defendo um referendo porque pura e simplesmente não creio que ele sirva neste como em nenhum outro caso. Já na matéria da IVG tudo deveria ter sido resolvido em sede própria que era a Assembleia da Republica. Neste caso penso o mesmo. Contudo, e face aos graves problemas de governação que se estão a fazer sentir, esta é uma questão fracturante que ocupa o pensamento das pessoas e as distrai de problemas realmente sérios. E este espaço é mais um aprova disso.
Os políticos, e nomeadamente a esquerda, e muito em particular o PCP deveria distanciar-se pura e simplesmente destas paneleirices. Mas isso é meramente a minha opinião pessoal.
domingo, 20 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Hiper-explorados
Esta é uma realidade vivida há já muito tempo. As razões que levam a esta greve anunciada, e que infelizmente não vai resultar em nada, é algo que vem sendo prática comum no sector da distribuição em Portugal. Não bastam as violações constantes do Código do Trabalho mesmo na sua versão mais rosa no que dz respeito à manipulação e abuso da figura do contrato a termo, bem como do recurso insistente de trabalhadores temporários para necessidades constantes efectivas (não me refiro a reforços de época) agora aparecem, como se fosse novidade, as questões dos horários de trabalho alargados neste período natalício.
Certo estou que o patronado da distribuição preenche na totalidade as fileiras conservadoras e portanto católicas, apostólicas romanas, dando às famílias a máxima importância. Só que, por famílias entenda-se as suas próprias, porque para os miseravelmente assalariados do sector essa mesma família torna-se praticamente invisível durante este mês. Para se compreender o enquadramento leia-se aqui a razão para a justa convocação da greve no sector.
Contudo, tudo isto não passa de um enorme embuste, uma vez que estes horários já vêm a ser praticados ao longo dos anos em várias empresas de distribuição, membros da mesma APED que diz não entender os motivos da greve. Esses e outros atropelos à lei nas questões dos horários, deveriam sensibilizar aqueles que não trabalham neste sector para, à falta de condições para haver uma greve efectiva, pois a maioria dos trabalhadores possui vínculos precários, serem eles mesmos a boicotar as compras no dia 24 de Dezembro. Infelizmente sabemos que isto também não irá acontecer, mas fica o repto.
Certo estou que o patronado da distribuição preenche na totalidade as fileiras conservadoras e portanto católicas, apostólicas romanas, dando às famílias a máxima importância. Só que, por famílias entenda-se as suas próprias, porque para os miseravelmente assalariados do sector essa mesma família torna-se praticamente invisível durante este mês. Para se compreender o enquadramento leia-se aqui a razão para a justa convocação da greve no sector.
Contudo, tudo isto não passa de um enorme embuste, uma vez que estes horários já vêm a ser praticados ao longo dos anos em várias empresas de distribuição, membros da mesma APED que diz não entender os motivos da greve. Esses e outros atropelos à lei nas questões dos horários, deveriam sensibilizar aqueles que não trabalham neste sector para, à falta de condições para haver uma greve efectiva, pois a maioria dos trabalhadores possui vínculos precários, serem eles mesmos a boicotar as compras no dia 24 de Dezembro. Infelizmente sabemos que isto também não irá acontecer, mas fica o repto.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mais uma vez o natal
Qual a motivação de organizações que estão constantemente a apertar nos custos e a queixar-se de que os lucros baixam a cada ciclo e ao mesmo tempo gastam fortunas em jantaradas e almoçaradas para alguns lambe-botas e beija-luvas? Esta é uma época curiosa em que isso sucede em muitas organizações por todo o país. Vão-se organizando os jantarinhos mais ou menos abastecidos do natal dos ainda empregados. E quando ao longo do ano se ouvem todas as necessidades de cortes permenentes porque por um ou outro motivos as coisas correm menos bem como desculpa para a precarização crescente e constante miserabilismo salarial, chegamos a esta altura a saltam da cartola jentarinhos de natal para funcionários papalvos, os colaboradores na novilíngia do exploradorismo oficial. Jantarinhos à borla que saem do corpo de cada um de todos os papalvos que aceitam participar nas farsas que são estas formas presuntas de coesão de equipas que há muito se encontram desfeitas num espírito corporativo que não tem qualquer significado prático. Não é de espantar que esta seja a pior das alturas, o mais radical golpe na inteligência dos trabalhadores. doces ilusões que se esfumam logo no mês seguinte. A candura dos convites personalizados das chefias intermédias e superiores armados em accionistas a cada momento que lhes interessa, quais diminuidos cerebrais, é de levar à náusea.
As organizações seguem sendo o reflexo das próprias pessoas que as constituem e das políticas que vão adoptando. Por mim creio que seria mais honesto queimar esse dinheiro que gastá-lo nestas sessões de parasitarismo social já que ofende demasiado o senso destes senhores fazer as pessoas participarem dos lucros das organizações que ajudam a existir no dia a dia.
As organizações seguem sendo o reflexo das próprias pessoas que as constituem e das políticas que vão adoptando. Por mim creio que seria mais honesto queimar esse dinheiro que gastá-lo nestas sessões de parasitarismo social já que ofende demasiado o senso destes senhores fazer as pessoas participarem dos lucros das organizações que ajudam a existir no dia a dia.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
As novas tribos...
As novas tribos passeiam-se nos Shoppings a qualquer dia e a qualquer hora repletos de companhia das famílias que vão disfarçando as múltiplas formas de solidão. As novas tribos refugiam-se por trás do cartão, enquanto este tiver números para debitar. As novas tribos são maioritariamente desfazadas de todas as realidades, desalinhadas com todas as formas de desalinhamento.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Vale a pena pensar um pouco sobre os novos conceitos em Recursos Humanos
Uma peça interessante, claro que políticamente marcada, mas nem por isso deixa de ser interessante e de merecer uma reflexão profunda sobre as novas práticas de gestão e de gestão de recursos humanos. Diria no termo correcto, de gestão desumana de recursos.
A ler aqui.
A ler aqui.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Hmm, já cheira a Natal!...
De facto, mesmo com as narinas algo entupidas devido às normais e constantes ameaças de constipação que são apanágio desta época - e isto depois de já ter contribuido para as estatisticas daqueles que já tiveram gripe dos pobres, e dos que ainda não contribuiram nem vão contribuir para o enriquecimento ilícito da idústria farmaceutica às custas de uma enorme vigarice que é esta suposta nova estirpe e a descoberta fulminante da sua vacina (valha-nos a ignorância a a cultura do medo sobre os pobres tolos) - já se sente o cheiro putrefacto da época natalícia.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O que dizer quando nada é novidade...
De facto, tudo o que tem vindo a acontecer um pouco por todo este mundo e na nossa pequena amostra em particular, nada de novo nos trouxe deste o meu último post com algum conteúdo. Tudo permanece exactamente na mesma.
Não tudo, claro. Eu próprio não permaneço na mesma. Mas isso não tem qualquer interesse. A vida dá efectivamente muitas voltas antes de se esgotar. E quem pensar que ela é uma construção garantida e previsível que se desengane. Daí que é estranho que na vida das pessoas em particular existam por vezes verdadeiras revoluções quando no geral, na sociedade enquanto identidade colectiva (se ainda nos é permitido utilizar esta linguagem provavelmente considerada arcaica) nada de novo se passa. Tudo continua na mesma ilusão de que tudo existe de uma forma que não é, na realidade, aquela que se nos apresenta.
Continuamos com a ilusão de que vivemos em sociedades democráticas e livres. Temos a triste ilusão de sermos protagonistas de uma História que é escrita em meia dúzia de mesas por meia dúzia de pessoas que conseguem permanecer aos comandos de um mundo que supõe não ser sequer comandado. bom, há quem acredite que é comandado mas por uma mão invisível mais ou menos subtil de uma inteligência superior. Não seria de facto difícil existir uma, mas felizmente isso não sucede. Desengane-se quem acredita em Deus porque tal como a democracia, Deus é apenas mais uma mentira. Ainda por cima daquelas que qualquer réstea de racionalidade apaga com toda a simplicidade.
Agora comemora-se por aí a queda de um muro que ocorreu algures no tempo há 20 anos. Ao que parece essa queda pariu maravilhas e tudo passou a viver de acordo com as leis globais que regem as sociedades modernas e também globais. Ocorre que muito do que foi construido do outro lado e destruido do lado de cá, começa a transparecer. Uma mentira repetida mil vezes pode até tornar-se verdade, mas uma verdade murmurada à exautão pode tornar-se audível. É tudo uma questão de nos entendermos. É possível que tenha chegado a um consenso global de que é preciso sacrificar e hipotecar a verdade e a humanidade em prol da sumptuosidade de uma minoria? Pelos vistos esse consenso foi alcançado há precisamente 20 anos quando caiu o muro de Berlim. As pessoas não queriam muros estre a certeza da pobreza mas a dignidade da construção social em liberdade, igualdade e justiça, e a possibilidade da riqueza mesmo que por cima da miséria e aniquilação de outros. As pessoas preferiramm claramente os BMW aos Trabant. Quem não o faria? Se fossemos alemães estaríamos a celebrar a queda daquele muro. Se fossemos ocidentais porque achariamos que chegara a vez dos nossos irmãos de leste conhecerem a beleza e a diversidade do mundo capitalista. Se fossmos orientais, porque teriamos atingido o tão esperado sistema que nos permitia, como individuos sermos tudo aquilo que a nossa imaginação nos possa dar. seríamos livres finalmente para dizermos tudo o que quisessemos desde que nunca contra quem supostamente nos garante o sustento. Bom, então não há grande diferença, afinal. A liberdade ganha não foi uma conquista assim tão pomposa quando a realidade da economia engoliu os empregos e as indústrias do leste alemão. As verdades traduziram-se numa ocidentalização lenta mas eficaz mas que se vê a cada passo falhada nos seus propósitos mais teóricos.
Tal como dizia, isto é tudo letra do mesmo texto. Nada disto é novidadde. Há precisamente 20 anos debatiam-se (termo simpático para dizer "enterravam-se") as ideologias e o seu fim nestas revoluções mais ou menos silenciosas contra sistemas tão putrefactos quanto os nossos actuais o são. A questão aqui é percebermos que os erros do passado nunca podem apagar ideais de futuro. infelizmente, nada de novo.
Não tudo, claro. Eu próprio não permaneço na mesma. Mas isso não tem qualquer interesse. A vida dá efectivamente muitas voltas antes de se esgotar. E quem pensar que ela é uma construção garantida e previsível que se desengane. Daí que é estranho que na vida das pessoas em particular existam por vezes verdadeiras revoluções quando no geral, na sociedade enquanto identidade colectiva (se ainda nos é permitido utilizar esta linguagem provavelmente considerada arcaica) nada de novo se passa. Tudo continua na mesma ilusão de que tudo existe de uma forma que não é, na realidade, aquela que se nos apresenta.
Continuamos com a ilusão de que vivemos em sociedades democráticas e livres. Temos a triste ilusão de sermos protagonistas de uma História que é escrita em meia dúzia de mesas por meia dúzia de pessoas que conseguem permanecer aos comandos de um mundo que supõe não ser sequer comandado. bom, há quem acredite que é comandado mas por uma mão invisível mais ou menos subtil de uma inteligência superior. Não seria de facto difícil existir uma, mas felizmente isso não sucede. Desengane-se quem acredita em Deus porque tal como a democracia, Deus é apenas mais uma mentira. Ainda por cima daquelas que qualquer réstea de racionalidade apaga com toda a simplicidade.
Agora comemora-se por aí a queda de um muro que ocorreu algures no tempo há 20 anos. Ao que parece essa queda pariu maravilhas e tudo passou a viver de acordo com as leis globais que regem as sociedades modernas e também globais. Ocorre que muito do que foi construido do outro lado e destruido do lado de cá, começa a transparecer. Uma mentira repetida mil vezes pode até tornar-se verdade, mas uma verdade murmurada à exautão pode tornar-se audível. É tudo uma questão de nos entendermos. É possível que tenha chegado a um consenso global de que é preciso sacrificar e hipotecar a verdade e a humanidade em prol da sumptuosidade de uma minoria? Pelos vistos esse consenso foi alcançado há precisamente 20 anos quando caiu o muro de Berlim. As pessoas não queriam muros estre a certeza da pobreza mas a dignidade da construção social em liberdade, igualdade e justiça, e a possibilidade da riqueza mesmo que por cima da miséria e aniquilação de outros. As pessoas preferiramm claramente os BMW aos Trabant. Quem não o faria? Se fossemos alemães estaríamos a celebrar a queda daquele muro. Se fossemos ocidentais porque achariamos que chegara a vez dos nossos irmãos de leste conhecerem a beleza e a diversidade do mundo capitalista. Se fossmos orientais, porque teriamos atingido o tão esperado sistema que nos permitia, como individuos sermos tudo aquilo que a nossa imaginação nos possa dar. seríamos livres finalmente para dizermos tudo o que quisessemos desde que nunca contra quem supostamente nos garante o sustento. Bom, então não há grande diferença, afinal. A liberdade ganha não foi uma conquista assim tão pomposa quando a realidade da economia engoliu os empregos e as indústrias do leste alemão. As verdades traduziram-se numa ocidentalização lenta mas eficaz mas que se vê a cada passo falhada nos seus propósitos mais teóricos.
Tal como dizia, isto é tudo letra do mesmo texto. Nada disto é novidadde. Há precisamente 20 anos debatiam-se (termo simpático para dizer "enterravam-se") as ideologias e o seu fim nestas revoluções mais ou menos silenciosas contra sistemas tão putrefactos quanto os nossos actuais o são. A questão aqui é percebermos que os erros do passado nunca podem apagar ideais de futuro. infelizmente, nada de novo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Transformação social
Estamos na rampa final para mais um processo eleitoral onde vamos ser chamados a dizer quais os deputados que queremos ver na Assembleia da República. Sim, este é um ponto crucial para compreendermos como está deturpado o nosso sistema eleitoral. Não vamos eleger, como nos querem fazer entender, o primeiro-ministro. Esse é indigitado pelo Presidente da República e não tem de ser necessariamente o vencedor das eleições. O que vamos eleger é um conjunto de deputados que vão compor o hemicíclo e que vão conduzir este sistema semi-democrático.
É importante que se distribuam os votos por forma a compensar quem está nas diversas frentes e a castigar quem as abre. Castigar aqueles que durante décadas têm destruido este país mesmo que travestindo essa destruição de modernidade. Certamente não é útil o voto que plantar mais deputados dos dois monolitos políticos que são os dois partidos do tão designado "bloco central". Claro que a referência não é inocente. Querem algumas forças da sociedade reavivar esta solução porque têm medo do veredicto popular. Apesar de tudo fazerem para a manipulação grosseira do voto, ainda conseguem falar vezes sem conta nesta solução absurda que nos atiraria para mais cinquenta anos de um obscurantismo neo-salazarista.
O verdadeiro voto útil é aquele que for depositado em consciência fora dos principais partidos do sistema. É fundamental reforçar principalmente os partidos à esquerda do PS e principalente a coligação encabeçada pelo único partido verdadeiramente vertical no nosso país, o Partido Comunista. Fundamental para um processo de transformação social de novo tipo. Sem cópias ou colagens, é com estes homens e mulheres que o futuro nascerá se o quiserem viver de forma mais humana, democrática e justa. O processo pode mesmo começar aqui.
É importante que se distribuam os votos por forma a compensar quem está nas diversas frentes e a castigar quem as abre. Castigar aqueles que durante décadas têm destruido este país mesmo que travestindo essa destruição de modernidade. Certamente não é útil o voto que plantar mais deputados dos dois monolitos políticos que são os dois partidos do tão designado "bloco central". Claro que a referência não é inocente. Querem algumas forças da sociedade reavivar esta solução porque têm medo do veredicto popular. Apesar de tudo fazerem para a manipulação grosseira do voto, ainda conseguem falar vezes sem conta nesta solução absurda que nos atiraria para mais cinquenta anos de um obscurantismo neo-salazarista.
O verdadeiro voto útil é aquele que for depositado em consciência fora dos principais partidos do sistema. É fundamental reforçar principalmente os partidos à esquerda do PS e principalente a coligação encabeçada pelo único partido verdadeiramente vertical no nosso país, o Partido Comunista. Fundamental para um processo de transformação social de novo tipo. Sem cópias ou colagens, é com estes homens e mulheres que o futuro nascerá se o quiserem viver de forma mais humana, democrática e justa. O processo pode mesmo começar aqui.
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eleições
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Gripe de A a Z
Temos o epíteto merecido de toscos. Gente desenrascada e sem vergonha de cuspir no chão e coçar os tomates para o público.
hoje deixaram-me a mim a coçar a cabeça quando me segredaram que numa superfície comercial reputada e reconhecida se desinfectam os diversos objectos mais utilizados com uma garrafa de água com duas gotas de lixívia. Antes de se esgotar o stock limitado era utilizado o Álcool isopropílico, ou Isopropanol (veja-se aqui para que serve). Tudo isto para total protecção contra a propagação do famigerado vírus da Gripe A. Ora, parece-me que esta ideia não só é revolucionária como pode vir mesmo a revitalizar a indústria química em detrimento da indústria farmaceutica.
Pelo menos a mim, retirou-me alguma caspa.
hoje deixaram-me a mim a coçar a cabeça quando me segredaram que numa superfície comercial reputada e reconhecida se desinfectam os diversos objectos mais utilizados com uma garrafa de água com duas gotas de lixívia. Antes de se esgotar o stock limitado era utilizado o Álcool isopropílico, ou Isopropanol (veja-se aqui para que serve). Tudo isto para total protecção contra a propagação do famigerado vírus da Gripe A. Ora, parece-me que esta ideia não só é revolucionária como pode vir mesmo a revitalizar a indústria química em detrimento da indústria farmaceutica.
Pelo menos a mim, retirou-me alguma caspa.
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Gripe A
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Um ensaio de lucidez
Deparei-me ocm este texto que considero uma brilhante análise da realidade humana. A ler aqui.
sábado, 1 de agosto de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
Rei morto...
Não pretendo bater qualquer tipo de record neste espaço. Por isso não quero, mesmo após tantos dias (em que existiu um semi-blackout bloguista) deixar de comentar o desaparecimento de Michael Jackson. Record porque não terá havido blog algum que não se tenha referido a tal facto. Semi-blackout porque o resto da vida assim o obriga. Michael Jackson, porque tendo sido um grande performer (e um gande maluco também por sinal) é ocnstantemente designado por todo o lado como o "rei" da Pop. Lamentando desde já o desaparecimento do autor de uma das obras emblemáticas dos anos 80, o álbum Thriller, continuo sem comprreender se ele corresponde à imagem de pedófilo que lhe pretenderam colocar durante anos ou se, afinal, era um excelente ser humano como é apresentado agora de um modo geral.
Mas nem é isso o que mais me intriga. É que eu nunca imaginei que a Pop fosse uma monarquia...
Mas nem é isso o que mais me intriga. É que eu nunca imaginei que a Pop fosse uma monarquia...
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Michael Jackson
domingo, 28 de junho de 2009
Sobre as Honduras
Por concordar na íntegra com o texto transcrevo aqui um comunicado cuja origem desconheço mas que já vi em outros blogs. Por dizer tudo prescindo das minhas próprias palavras.
"Este blogue condena o golpe de Estado nas Honduras e solidariza-se com o povo hondurenho e com o legitimo presidente Manuel Zelaya. Nesta madrugada, um grupo de militares golpistas invadiu a Casa Presidencial e sequestraram o presidente daquele país. A ministra hondurenha dos Negócios Estrangeiros e os embaixadores de Cuba, da Venezuela e da Nicarágua foram sequestrados à margem da convenção internacional que protege e dá imunidade aos diplomatas. Os militares ocuparam as ruas e avenidas das Honduras. Ocuparam os meios de comunicação social e cortaram a distribuição de electricidade.
Esta foi a resposta da oligarquia à vontade do governo de convocar uma consulta popular para abrir uma Assembleia Constituinte que tomasse o povo hondurenho como protagonista da sua própria história. Manuel Zelaya pagou o preço de ter decidido seguir o caminho de uma verdadeira democracia. O golpe de Estado é tão ilegítimo que a Organização dos Estados Americanos e a União Europeia já condenaram aquela acção. Manuel Zelaya foi eleito pelo povo hondurenho em 2005 e o seu mandato termina no próximo ano.
Todos recordamos o golpe de Estado contra Salvador Allende e o povo chileno. Os militares liderados por Pinochet e pela CIA afogaram o Chile em sangue. Todos recordamos o golpe de Estado executado pela oligarquia venezuelana com o apoio do imperialismo contra Hugo Chávez e o processo bolivariano. Foi derrotado pela acção do povo venezuelano. E esse exemplo ecoou por todos os países da América Latina que nestes últimos dez anos decidiram seguir esse exemplo.
Portanto:
1. Exigimos o respeito pelo mandato do presidente Manuel Zelaya
2. Respeito pela vida e liberdade do governo, de todos os seus apoiantes e dos diplomatas
3. Respeito pela decisão de abrir um processo de consulta popular para constituir um referendo para constituir uma Assembleia Constituinte
4. Um apelo a que os militares estejam do lado do povo, do governo por ele eleito e não do lado da oligarquia e do imperialismo
5. Um apelo à unidade latino-americana em torno de processos democráticas que tenham os povos no centro do poder
6. Que o governo português condene de forma clara o golpe de Estado
7. Que a comunicação social portuguesa apresente as informações sobre os acontecimentos nas Honduras de uma forma objectiva"
"Este blogue condena o golpe de Estado nas Honduras e solidariza-se com o povo hondurenho e com o legitimo presidente Manuel Zelaya. Nesta madrugada, um grupo de militares golpistas invadiu a Casa Presidencial e sequestraram o presidente daquele país. A ministra hondurenha dos Negócios Estrangeiros e os embaixadores de Cuba, da Venezuela e da Nicarágua foram sequestrados à margem da convenção internacional que protege e dá imunidade aos diplomatas. Os militares ocuparam as ruas e avenidas das Honduras. Ocuparam os meios de comunicação social e cortaram a distribuição de electricidade.
Esta foi a resposta da oligarquia à vontade do governo de convocar uma consulta popular para abrir uma Assembleia Constituinte que tomasse o povo hondurenho como protagonista da sua própria história. Manuel Zelaya pagou o preço de ter decidido seguir o caminho de uma verdadeira democracia. O golpe de Estado é tão ilegítimo que a Organização dos Estados Americanos e a União Europeia já condenaram aquela acção. Manuel Zelaya foi eleito pelo povo hondurenho em 2005 e o seu mandato termina no próximo ano.
Todos recordamos o golpe de Estado contra Salvador Allende e o povo chileno. Os militares liderados por Pinochet e pela CIA afogaram o Chile em sangue. Todos recordamos o golpe de Estado executado pela oligarquia venezuelana com o apoio do imperialismo contra Hugo Chávez e o processo bolivariano. Foi derrotado pela acção do povo venezuelano. E esse exemplo ecoou por todos os países da América Latina que nestes últimos dez anos decidiram seguir esse exemplo.
Portanto:
1. Exigimos o respeito pelo mandato do presidente Manuel Zelaya
2. Respeito pela vida e liberdade do governo, de todos os seus apoiantes e dos diplomatas
3. Respeito pela decisão de abrir um processo de consulta popular para constituir um referendo para constituir uma Assembleia Constituinte
4. Um apelo a que os militares estejam do lado do povo, do governo por ele eleito e não do lado da oligarquia e do imperialismo
5. Um apelo à unidade latino-americana em torno de processos democráticas que tenham os povos no centro do poder
6. Que o governo português condene de forma clara o golpe de Estado
7. Que a comunicação social portuguesa apresente as informações sobre os acontecimentos nas Honduras de uma forma objectiva"
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