Já que o tema veio à baila e consegui ver a totalidade desta interessante análise de como funciona a nossa sociedade, deixo aqui com alguma esperança de que outros também se interessem pelo conteúdo. No entanto alerto que analisar é relativamente simples, como diria alguém, difícil é transformar!!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Reflexões de Fidel - A questão do Egipto
Publico na íntegra o texto de Fidel Castro sobre a questão do Egipto, traduzido para português. Uma análise interessante.
"A Sorte de Mubarak esta traçada"
"A sorte de Mubarak esta traçada e já nem o apoio dos Estados Unidos poderá salvar o seu governo. No Egipto vive um povo inteligente que deixou a sua pegada na civilização humana. "Do alto destas pirâmides 40 séculos nos contemplam", contam que exclamou Bonaparte num momento de exaltação quando a revolução dos enciclopedistas o levou a essa extraordinária encruzilhada de civilizações.
No final da segunda Guerra Mundial, o Egipto estava sob a brilhante governação de Abdel Nasser, que em conjunto com Jawaharlal Nehru (herdeiro de Mahatma Ghandi), Kwame Nkrumah, Ahmed Sékou, líderes africanos, que com Sukarno, presidente da então recém libertada Indonésia, criaram o Movimento dos Países Não Alinhados e impulsionaram a luta pela independência das antigas colónias. Os povos do Sudeste Asiático, do Médio Oriente e de África, como Egipto, Argélia, Síria, Líbano, Palestina, Sahara Ocidental, Congo, Angola e Moçambique, entre outros, envolvidos na luta contra o colonialismo francês, inglês, belga e português, com o apoio dos Estados Unidos, lutavam pela independência apoiados pela União Soviética e da China.
A esse movimento em marcha, se juntou Cuba, após o triunfo da nossa Revolução.
Em 1956, a Grã-Bretanha, França e Israel, atacaram de surpresa o Egipto, que tinha nacionalizado o Canal do Suez. A corajosa e solidária acção da União Soviética, que inclusivamente ameaçou com a utilização do seu estratégico Rocket , paralisou os agressores.
A morte de Adel Nasser em 28 de Setembro de 1970, significou um golpe irreparável para o Egipto.
Os Estados Unidos não pararam de conspirar contra o mundo árabe, que concentra as maiores reservas petroliferas do planeta.
Não é necessário argumentar muito, basta ler as notícias do que inevitavelmente está a acontecer.
Vejamos as notícias:
28 de Janeiro
"(DPA) Mais de 100000 egípcios saíram hoje à rua para protestar contra o governo do presidente Hosnik Mubarak, apesar da proibição de manifestações, emitida pelas autoridades"
"Os manifestantes incendiaram sedes do Partido Democrático Nacional (PDN) de Mubarak e postos de vigilância policial, enquanto no centro do Cairo atiraram pedras à policia quando esta tentou dispersá-los com gás lacrimogéneo e balas de borracha"
"O Presidente norteamericano, Barak Obama, reuniu-se hoje com uma comissão de especialistas para se aconselhar sobre a situação, ao mesmo tempo que o porta-voz da Casa Branca, Robert Gobbs, avisou que os Estados Unidos reavaliaria as multimilionárias ajudas que concede ao Egipto, de acordo com a evolução dos acontecimentos.
"As Nações Unidas também emitiram uma forte messagem a partir de Davos, onde se encontrava o seu secretário geral Ban Ki-moon"
"(Reuters) - Presidente Mubarak ordena o recolher obrigatório no Egipto e a implantação do exército protegido por veículos blindados no Cairo e em outras cidades. Há relatos de violentos confrontos entre manifestantes e a polícia.
"Forças egípcias, protegidas por veículos blindados, implantaram-se sexta-feira no Cairo e em outras grandes cidades do país para acabar com os enormes protestos populares que exigem a demissão do presidente Hosni Mubarak.
"Fontes médicas assinalaram que até ao momento 410 pessoas ficaram feridas nos protestos, enquanto a televisão estatal anunciou o recolher obrigatório para todas as cidades"
"os acontecimentos representam um dilema para os Estados Unidos, que expressaram o seu desejo de que a democracia se estenda por toda a região. Contudo, Mubarak foi um aliado próximo a Washington por vários anos e o destinatário de muita ajuda militar"
"(DPA)" milhares de jordanos manifestaram-se hoje depois das orações de sexta-feira em todo o país, pedindo a demissão do primeiro ministro , Samir Rifai, e reformas politicas e económicas"
No meio do desastre politico que estava atingindo o mundo árabe, lideres reunidos na Suiça meditaram sobre as causas que davam lugar ao fenómeno, que inclusivamente classificaram como suicídio colectivo.
"(EFE) - Diversos lideres políticos pedem no Foro Económico de Davos uma mudança no modelo de crescimento"
"O actual modelo de crescimento económico, baseado no consumo e sem ter em consideração as consequências do meio ambiente, já não se pode manter por mais tempo pois põe em causa a sobrevivência do planeta, advertiram hoje vários lideres políticos em Davos"
"O modelo actual é um suicídio colectivo. Necessitamos de uma revolução no pensamento e na acção", advertiu Ban. "Os recursos naturais são cada vez mais escassos" acrescentou num debate acerca de como redefinir um crescimento sustentável no âmbito do Foro Económico Mundial."
" A mudança climática mostra-nos que o o modelo antigo está mais do que obsoleto", insistiu o responsável da ONU.
" O secretário geral acrescentou que, para além dos recursos básicos para a sobrevivência como a água e os alimentos, "se estão esgotando outro recurso, que é o tempo para fazer frente à mudança climática".
29 de Janeiro
"Washington (AP) - O Presidente Barack Obama tentou o impossível perante a crise egípcia: cativar a população furiosa com um regime autoritário de três décadas e, ao mesmo tempo, assegurar a um aliado chave que os Estados Unidos o apoiam.
"O discurso de 4 minutos do presidente, na noite de sexta-feira, representou uma cautelosa intenção de manter um equilíbrio difícil: Obama só poderia sair perdendo se o defendia entre os manifestantes que exigem a saída do presidente Hosni Mubarak e o regime que se apega com violência à sua posição de poder."
"Obama não pediu uma mudança de regime. Nem sequer disse que o anúncio de Mubarak foi suficiente"
"Obama fez as declarações mais fortes do dia em Washington, mas não se afastou do guião usado pela sua Secretária de Estado Hillary Clinton e o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs"
"(NTX) - O diário The Washington Post pediu hoje ao governo de Obama para usar a sua influência politica e económica para que o presidente Mubarak abandone o poder no Egipto"
"Os Estados Unidos deveriam usar toda a sua influência, incluindo os mais de mil milhões de dólares em ajuda que fornece todos os anos ao exercito egípcio, para assegurar o último resultado (a atribuição de poder por parte de Mubarak), indicou o diário no seu editorial"
"Obama na sua mensagem proferida na noite de sexta-feira, disse que continuaria trabalhando com o presidente Mubarak e lamentou não terem sido referido quaisquer eleições"
"O diário qualificou de não realistas as posições de Obama e as do vice-presidente, Joe Biden, que declarou a uma rádio que não chamaria ditador ao presidente egípcio e que achava que este não deveria renunciar"
"(AFP) - Organizações árabes dos estados unidos exortam o governo do Presidente Barak Obama a que deixe de apoiar a ditadura de Mubarak no Egipto"´
"(ANSA) -Os Estados Unidos mostraram-se novamente "preocupados" com a violência no Egipto e advertiram o governo de Mubarak que não pode agir como se nada tivesse ocorrido. Fox News disse que a Obama lhe restam duas más escolhas acerca do Egipto.
"Advertiu o governo do Cairo que não pode voltar a "baralhar as cartas" e actuar como se nada tivesse acontecido no país."
"A Casa Branca e o Departamento de Estado estão seguindo muito de perto a situação no Egipto, um dos principais aliados de Washington no mundo, e destinatário de uns 1.500 milhões de dólares anuais em ajudas civis e militares"
"Os meios de informação dos Estados Unidos estão a dar uma enorme cobertura aos distúrbios no Egipto, e vêm assinalando que a situação pode resultar, seja qual for o modo que se resolva, numa dor de cabeça para Washington"
"Apostamos no cavalo errado durante 50 anos", disse à Fox um ex agente da CIA, Michael Scheuer. "Pensar que o povo egípcio se vai esquecer que nós apoiamos ditadores durante meio século é uma ilusão", completou
"(AFP) - A Comunidade internacional multiplicou os seus avisos para que o presidente egípcio Hosni Mubarak empreenda reformas políticas e cesse a repressão das manifestações contra o seu governo, que este sábado prosseguem pelo quinto dia."
"Nicolas Sarkozi, Angela Merkel e David Cameron pediram ao presidente para "iniciar um processo de mudança" perante as "reivindicações legitimas" do seu povo e para "evitar a todo o custo o uso da violência contra os civis", no sábado numa declaração conjunta"
"Também o Irão pediu às autoridades egípcias para atenderem às reivindicações de rua "
"O rei Abdalá da Arábia Saudita considerou que as mudanças que os que protestam exigem, representam "ataques contra a segurança e estabilidade" do Egipto, levadas a cabo por "infiltrados" em nome da "liberdade de expressão"
" O monarca r«teklefonou a Mubarak para lhe expressar a sua solidariedade, informou a agência oficial saudita SPA"
31 de Janeiro :
"(EFE) Netanyahu teme que o caos no Egipto propicie o acesso dos islamitas ao poder"
"O primeiro-ministro de israelita, expressou hoje o seu receio de que a situação no Egipto permita o acesso dos islamitas ao poder, inquietação que disse partilhar com os dirigentes com quem contactou nos últimos dias.
"O primeiro-ministro recusou-se a comentar as noticias divulgadas pelos meios de comunicação locais que acusam Israel de ter autorizado hoje o Egipto a implantar as suas tropas na Península de Sinai pela primeira vez em três décadas, o que se considera uma violação ao acordo de paz de 1979 entre os dois países.
"Por outro lado e perante as criticas às potências ocidentais como Estados Unidos ou Alemanha que mantiveram laços estreitos com regimes totalitários árabes, a chanceler alemã afirmou "Não abandonamos o Egipto"
"O processo de paz entre israelitas e palestinianos encontra-se parado desde o passado mês de Setembro, principalmente pela recusa israelita em parar a construção no território palestiniano ocupado."
"Jerusalém (EFE) - Israel inclina-se pela manutenção no poder do presidente egípcio, Hisni Mubarak, a quem o chefe de estado israelita, Simon Peres, defendeu hoje ao dizer que "uma oligarquia fanática religiosa não é melhor que a falta de democracia"
"As declarações do chefe de Estado coincidem com a difusão pelos meios de comunicação local de pressões por parte de Israel feitas aos seus parceiros ocidentais para que baixem o tom das suas críticas ao regime de Mubarak, que o povo egípcio e a oposição tentam derrubar."
"Fontes oficiais não identificadas citadas pelo jornal "Haaretz" informaram que o Ministério dos Assuntos Exteriores enviou no sábado um comunicado às suas embaixadas nos Estados Unidos, Canadá, China, Rússia e em vários outros países para pedir aos embaixadores que enfatizem junto das autoridades locais respectivas, a importância que para Israel tem a estabilidade com o Egipto"
"Os analistas israelitas assinalam que a queda de Mubarak poderia por em perigo os Acordos de Camp David que o Egipto assinou com Israel em 1978 e posterior subscrição do Tratado de Paz bilateral em 1979, especialmente se tivesse como consequência a subida ao poder dos islamitas Irmãos Muçulmanos, que gozam de grande apoio popular"
"Israel vê Mubarak como o garante da paz na sua fronteira sul, para além de um apoio chave para manter o bloqueio à faixa de Gaza e isolar o movimento islamita palestiniano Hamas"
"Um dos maiores receios de Israel é que as revoltas egípcias, na sequência das tunisinas, alcancem também a Jordânia,debilitando o regime do rei Abdalá II, cujo país a par do Egipto, são os únicos árabes que reconhecem Israel"
" A recente nomeação do general Omar Suleim como vice-presidente egípcio e, portanto, possível sucessor presidencial, foi bem recebida em Israel, que manteve com o general relações próximas de cooperação em matéria de Defesa"
"Mas o rumo que seguem os protestos egípcios não permite dar por garantido que a continuidade do regime esteja assegurada, nem sequer que Israel possa continuar, no futuro, a ter no Cairo o seu principal aliado na região"
"Como se pode observar, o mundo enfrenta simultâneamente e pela primeira vez, três problemas:
Crise climática, crise alimentar e crise politica.
A elas pode-se acrescentar outros graves perigos.
os riscos da guerra são cada vez mais destrutivos e estão muito presentes.
Disporão os lideres políticos de suficiente serenidade e imparcialidade para lhes fazer frente?
Disto dependerá o destino da nossa espécie."
Fidel Castro Ruz, 1 de Fevereiro de 2011 in http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2011/02/01/la-suerte-de-mubarak-esta-echada/ (traduzido)
"A Sorte de Mubarak esta traçada"
"A sorte de Mubarak esta traçada e já nem o apoio dos Estados Unidos poderá salvar o seu governo. No Egipto vive um povo inteligente que deixou a sua pegada na civilização humana. "Do alto destas pirâmides 40 séculos nos contemplam", contam que exclamou Bonaparte num momento de exaltação quando a revolução dos enciclopedistas o levou a essa extraordinária encruzilhada de civilizações.
No final da segunda Guerra Mundial, o Egipto estava sob a brilhante governação de Abdel Nasser, que em conjunto com Jawaharlal Nehru (herdeiro de Mahatma Ghandi), Kwame Nkrumah, Ahmed Sékou, líderes africanos, que com Sukarno, presidente da então recém libertada Indonésia, criaram o Movimento dos Países Não Alinhados e impulsionaram a luta pela independência das antigas colónias. Os povos do Sudeste Asiático, do Médio Oriente e de África, como Egipto, Argélia, Síria, Líbano, Palestina, Sahara Ocidental, Congo, Angola e Moçambique, entre outros, envolvidos na luta contra o colonialismo francês, inglês, belga e português, com o apoio dos Estados Unidos, lutavam pela independência apoiados pela União Soviética e da China.
A esse movimento em marcha, se juntou Cuba, após o triunfo da nossa Revolução.
Em 1956, a Grã-Bretanha, França e Israel, atacaram de surpresa o Egipto, que tinha nacionalizado o Canal do Suez. A corajosa e solidária acção da União Soviética, que inclusivamente ameaçou com a utilização do seu estratégico Rocket , paralisou os agressores.
A morte de Adel Nasser em 28 de Setembro de 1970, significou um golpe irreparável para o Egipto.
Os Estados Unidos não pararam de conspirar contra o mundo árabe, que concentra as maiores reservas petroliferas do planeta.
Não é necessário argumentar muito, basta ler as notícias do que inevitavelmente está a acontecer.
Vejamos as notícias:
28 de Janeiro
"(DPA) Mais de 100000 egípcios saíram hoje à rua para protestar contra o governo do presidente Hosnik Mubarak, apesar da proibição de manifestações, emitida pelas autoridades"
"Os manifestantes incendiaram sedes do Partido Democrático Nacional (PDN) de Mubarak e postos de vigilância policial, enquanto no centro do Cairo atiraram pedras à policia quando esta tentou dispersá-los com gás lacrimogéneo e balas de borracha"
"O Presidente norteamericano, Barak Obama, reuniu-se hoje com uma comissão de especialistas para se aconselhar sobre a situação, ao mesmo tempo que o porta-voz da Casa Branca, Robert Gobbs, avisou que os Estados Unidos reavaliaria as multimilionárias ajudas que concede ao Egipto, de acordo com a evolução dos acontecimentos.
"As Nações Unidas também emitiram uma forte messagem a partir de Davos, onde se encontrava o seu secretário geral Ban Ki-moon"
"(Reuters) - Presidente Mubarak ordena o recolher obrigatório no Egipto e a implantação do exército protegido por veículos blindados no Cairo e em outras cidades. Há relatos de violentos confrontos entre manifestantes e a polícia.
"Forças egípcias, protegidas por veículos blindados, implantaram-se sexta-feira no Cairo e em outras grandes cidades do país para acabar com os enormes protestos populares que exigem a demissão do presidente Hosni Mubarak.
"Fontes médicas assinalaram que até ao momento 410 pessoas ficaram feridas nos protestos, enquanto a televisão estatal anunciou o recolher obrigatório para todas as cidades"
"os acontecimentos representam um dilema para os Estados Unidos, que expressaram o seu desejo de que a democracia se estenda por toda a região. Contudo, Mubarak foi um aliado próximo a Washington por vários anos e o destinatário de muita ajuda militar"
"(DPA)" milhares de jordanos manifestaram-se hoje depois das orações de sexta-feira em todo o país, pedindo a demissão do primeiro ministro , Samir Rifai, e reformas politicas e económicas"
No meio do desastre politico que estava atingindo o mundo árabe, lideres reunidos na Suiça meditaram sobre as causas que davam lugar ao fenómeno, que inclusivamente classificaram como suicídio colectivo.
"(EFE) - Diversos lideres políticos pedem no Foro Económico de Davos uma mudança no modelo de crescimento"
"O actual modelo de crescimento económico, baseado no consumo e sem ter em consideração as consequências do meio ambiente, já não se pode manter por mais tempo pois põe em causa a sobrevivência do planeta, advertiram hoje vários lideres políticos em Davos"
"O modelo actual é um suicídio colectivo. Necessitamos de uma revolução no pensamento e na acção", advertiu Ban. "Os recursos naturais são cada vez mais escassos" acrescentou num debate acerca de como redefinir um crescimento sustentável no âmbito do Foro Económico Mundial."
" A mudança climática mostra-nos que o o modelo antigo está mais do que obsoleto", insistiu o responsável da ONU.
" O secretário geral acrescentou que, para além dos recursos básicos para a sobrevivência como a água e os alimentos, "se estão esgotando outro recurso, que é o tempo para fazer frente à mudança climática".
29 de Janeiro
"Washington (AP) - O Presidente Barack Obama tentou o impossível perante a crise egípcia: cativar a população furiosa com um regime autoritário de três décadas e, ao mesmo tempo, assegurar a um aliado chave que os Estados Unidos o apoiam.
"O discurso de 4 minutos do presidente, na noite de sexta-feira, representou uma cautelosa intenção de manter um equilíbrio difícil: Obama só poderia sair perdendo se o defendia entre os manifestantes que exigem a saída do presidente Hosni Mubarak e o regime que se apega com violência à sua posição de poder."
"Obama não pediu uma mudança de regime. Nem sequer disse que o anúncio de Mubarak foi suficiente"
"Obama fez as declarações mais fortes do dia em Washington, mas não se afastou do guião usado pela sua Secretária de Estado Hillary Clinton e o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs"
"(NTX) - O diário The Washington Post pediu hoje ao governo de Obama para usar a sua influência politica e económica para que o presidente Mubarak abandone o poder no Egipto"
"Os Estados Unidos deveriam usar toda a sua influência, incluindo os mais de mil milhões de dólares em ajuda que fornece todos os anos ao exercito egípcio, para assegurar o último resultado (a atribuição de poder por parte de Mubarak), indicou o diário no seu editorial"
"Obama na sua mensagem proferida na noite de sexta-feira, disse que continuaria trabalhando com o presidente Mubarak e lamentou não terem sido referido quaisquer eleições"
"O diário qualificou de não realistas as posições de Obama e as do vice-presidente, Joe Biden, que declarou a uma rádio que não chamaria ditador ao presidente egípcio e que achava que este não deveria renunciar"
"(AFP) - Organizações árabes dos estados unidos exortam o governo do Presidente Barak Obama a que deixe de apoiar a ditadura de Mubarak no Egipto"´
"(ANSA) -Os Estados Unidos mostraram-se novamente "preocupados" com a violência no Egipto e advertiram o governo de Mubarak que não pode agir como se nada tivesse ocorrido. Fox News disse que a Obama lhe restam duas más escolhas acerca do Egipto.
"Advertiu o governo do Cairo que não pode voltar a "baralhar as cartas" e actuar como se nada tivesse acontecido no país."
"A Casa Branca e o Departamento de Estado estão seguindo muito de perto a situação no Egipto, um dos principais aliados de Washington no mundo, e destinatário de uns 1.500 milhões de dólares anuais em ajudas civis e militares"
"Os meios de informação dos Estados Unidos estão a dar uma enorme cobertura aos distúrbios no Egipto, e vêm assinalando que a situação pode resultar, seja qual for o modo que se resolva, numa dor de cabeça para Washington"
"Apostamos no cavalo errado durante 50 anos", disse à Fox um ex agente da CIA, Michael Scheuer. "Pensar que o povo egípcio se vai esquecer que nós apoiamos ditadores durante meio século é uma ilusão", completou
"(AFP) - A Comunidade internacional multiplicou os seus avisos para que o presidente egípcio Hosni Mubarak empreenda reformas políticas e cesse a repressão das manifestações contra o seu governo, que este sábado prosseguem pelo quinto dia."
"Nicolas Sarkozi, Angela Merkel e David Cameron pediram ao presidente para "iniciar um processo de mudança" perante as "reivindicações legitimas" do seu povo e para "evitar a todo o custo o uso da violência contra os civis", no sábado numa declaração conjunta"
"Também o Irão pediu às autoridades egípcias para atenderem às reivindicações de rua "
"O rei Abdalá da Arábia Saudita considerou que as mudanças que os que protestam exigem, representam "ataques contra a segurança e estabilidade" do Egipto, levadas a cabo por "infiltrados" em nome da "liberdade de expressão"
" O monarca r«teklefonou a Mubarak para lhe expressar a sua solidariedade, informou a agência oficial saudita SPA"
31 de Janeiro :
"(EFE) Netanyahu teme que o caos no Egipto propicie o acesso dos islamitas ao poder"
"O primeiro-ministro de israelita, expressou hoje o seu receio de que a situação no Egipto permita o acesso dos islamitas ao poder, inquietação que disse partilhar com os dirigentes com quem contactou nos últimos dias.
"O primeiro-ministro recusou-se a comentar as noticias divulgadas pelos meios de comunicação locais que acusam Israel de ter autorizado hoje o Egipto a implantar as suas tropas na Península de Sinai pela primeira vez em três décadas, o que se considera uma violação ao acordo de paz de 1979 entre os dois países.
"Por outro lado e perante as criticas às potências ocidentais como Estados Unidos ou Alemanha que mantiveram laços estreitos com regimes totalitários árabes, a chanceler alemã afirmou "Não abandonamos o Egipto"
"O processo de paz entre israelitas e palestinianos encontra-se parado desde o passado mês de Setembro, principalmente pela recusa israelita em parar a construção no território palestiniano ocupado."
"Jerusalém (EFE) - Israel inclina-se pela manutenção no poder do presidente egípcio, Hisni Mubarak, a quem o chefe de estado israelita, Simon Peres, defendeu hoje ao dizer que "uma oligarquia fanática religiosa não é melhor que a falta de democracia"
"As declarações do chefe de Estado coincidem com a difusão pelos meios de comunicação local de pressões por parte de Israel feitas aos seus parceiros ocidentais para que baixem o tom das suas críticas ao regime de Mubarak, que o povo egípcio e a oposição tentam derrubar."
"Fontes oficiais não identificadas citadas pelo jornal "Haaretz" informaram que o Ministério dos Assuntos Exteriores enviou no sábado um comunicado às suas embaixadas nos Estados Unidos, Canadá, China, Rússia e em vários outros países para pedir aos embaixadores que enfatizem junto das autoridades locais respectivas, a importância que para Israel tem a estabilidade com o Egipto"
"Os analistas israelitas assinalam que a queda de Mubarak poderia por em perigo os Acordos de Camp David que o Egipto assinou com Israel em 1978 e posterior subscrição do Tratado de Paz bilateral em 1979, especialmente se tivesse como consequência a subida ao poder dos islamitas Irmãos Muçulmanos, que gozam de grande apoio popular"
"Israel vê Mubarak como o garante da paz na sua fronteira sul, para além de um apoio chave para manter o bloqueio à faixa de Gaza e isolar o movimento islamita palestiniano Hamas"
"Um dos maiores receios de Israel é que as revoltas egípcias, na sequência das tunisinas, alcancem também a Jordânia,debilitando o regime do rei Abdalá II, cujo país a par do Egipto, são os únicos árabes que reconhecem Israel"
" A recente nomeação do general Omar Suleim como vice-presidente egípcio e, portanto, possível sucessor presidencial, foi bem recebida em Israel, que manteve com o general relações próximas de cooperação em matéria de Defesa"
"Mas o rumo que seguem os protestos egípcios não permite dar por garantido que a continuidade do regime esteja assegurada, nem sequer que Israel possa continuar, no futuro, a ter no Cairo o seu principal aliado na região"
"Como se pode observar, o mundo enfrenta simultâneamente e pela primeira vez, três problemas:
Crise climática, crise alimentar e crise politica.
A elas pode-se acrescentar outros graves perigos.
os riscos da guerra são cada vez mais destrutivos e estão muito presentes.
Disporão os lideres políticos de suficiente serenidade e imparcialidade para lhes fazer frente?
Disto dependerá o destino da nossa espécie."
Fidel Castro Ruz, 1 de Fevereiro de 2011 in http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2011/02/01/la-suerte-de-mubarak-esta-echada/ (traduzido)
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Da Grécia...
Muito recentemente dados a conhecer em boa hora. Um som fantástico que me lembra outros sons mais a norte da Europa.
Transistor - living
Transistor - living
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Tunisia - Questão a elucidar
"O povo levantou-se contra o colonialismo e a negação dos seus mais elementares direitos …
Mas note: pode haver mais de uma leitura.
Repentina, a notícia atraiu a atenção mundial: o ex-general Zine el-Abidine ben Alí, que há 23 anos governava a Tunísia – no coração do Magrebe, norte de África – fugiu com a sua família para a Arábia Saudita, abalado por uma revolta popular massiva e dirigida, entre outros flagelos, contra o desemprego, a miséria e a corrupção reinantes.
Enquanto que entre os analistas internacionais, há consenso de que os ajustes neoliberais promovidos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo B M (Banco Mundial) nesse país africano agravou a sua situação, relatórios destes organismos dizem o contrário, como seria de esperar.
Vejamos, por exemplo, alguns fragmentos do documento intitulado “Tunísia desenvolve economia e cria emprego” , difundido recentemente pelo BM:
“A Tunísia melhorou a sua competitividade e duplicou as exportações nos decorrer dos últimos 10 anos… acelerou o crescimento económico com a ajuda de uma série de empréstimos para políticas de desenvolvimento do Banco Internacional de Reconstrução e Fomento … deverá continuar a promover o investimento privado e aumentar a produtividade, para crescer entre 6 e 7% e reduzir o desemprego. .. O Banco está comprometido com o novo modelo de crescimento do Governo e dará o seu apoio através de trabalho analítico, assistência técnica e empréstimos a politicas de desenvolvimento para os próximos anos”.
Isto é como dizer: “A Tunísia é nossa “. E não do povo, mas sim da sua oligarquia, porque a nação Magrebe esta colonizada pelas potências imperialistas, em particular pela União Europeia. Só a França tem ali instaladas 200 mil empresas, às que se ligam empresas britânicas, belgas e espanholas.
Agora, revendo atentamente, para não passar por incauta, encontra-se esta rebelião popular a ser apoiada pelos estados Unidos (?!) …. Alemanha (?!) … França (?!) Et Voilà! Já temos outra possível leitura dos acontecimentos.
O presidente Barack Obama fez um apelo a favor de eleições “livres e justas” na Tunísia e destacou “a coragem e dignidade” do seu povo, depois da queda de Ben Alí. A União Europeia pronunciou-se por uma solução democrática “duradoura” e apelou à calma.
A insurreição continuava e as forças politicas internas anunciavam um novo “Governo de unidade”, integrado por algumas figuras da oposição, embora mantendo nos seus lugares ministros chave do anterior regime.
Fontes oficiais confirmaram que nesse futuro gabinete, que tentará integrar-se em poucos dias, para de seguida convocar eleições, não participam nem partidos de esquerda, nem partidos islamitas com o objectivo – dizem – de assegurar uma transição para um regime democrático, mas de “cores moderadas”. E nesse ponto, surge uma pergunta : Como é possível um regime democrático sem as forças nacionalistas mais assinaladas?
Tenhamos em conta, que a Tunísia esteve dominada durante muitas décadas pelo império francês. Está situada num lugar invejável para o turismo europeu, área em que, junto com a pesca, representa um dos rendimentos mais importantes do país. Após tantos anos de um processo de aculturação forçado, os muçulmanos continuam a reivindicar e a combater pelas suas origens.
Um colega de memória invejável recorda-nos que a busca de governos de “cores moderadas “ resulta numa arma da tradicional panóplia imperialista. Não o vivemos já em 1962, quando quase todos os governos e chanceleres da Organização de Estados Americanos (OEA) expulsaram Cuba do seu seio porque “a sua ideologia socialista extra-continental não era compatível com o sistema democrático da América”?
Relembremos brevemente também, a estratégia ianque-ocidental que se operou na Jugoslávia contra o presidente Slodoban Milosevic há 11 anos atrás e, mais recentemente, o golpe nas Honduras e a tentativa no Equador … Algo se esta a cozinhar. E não necessariamente a fogo lento. Oxalá a Tunísia saiba ser o exemplo de África."
Por Anary Lorenzo, 21 de Janeiro de 2011 (traduzido)
Mas note: pode haver mais de uma leitura.
Repentina, a notícia atraiu a atenção mundial: o ex-general Zine el-Abidine ben Alí, que há 23 anos governava a Tunísia – no coração do Magrebe, norte de África – fugiu com a sua família para a Arábia Saudita, abalado por uma revolta popular massiva e dirigida, entre outros flagelos, contra o desemprego, a miséria e a corrupção reinantes.
Enquanto que entre os analistas internacionais, há consenso de que os ajustes neoliberais promovidos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo B M (Banco Mundial) nesse país africano agravou a sua situação, relatórios destes organismos dizem o contrário, como seria de esperar.
Vejamos, por exemplo, alguns fragmentos do documento intitulado “Tunísia desenvolve economia e cria emprego” , difundido recentemente pelo BM:
“A Tunísia melhorou a sua competitividade e duplicou as exportações nos decorrer dos últimos 10 anos… acelerou o crescimento económico com a ajuda de uma série de empréstimos para políticas de desenvolvimento do Banco Internacional de Reconstrução e Fomento … deverá continuar a promover o investimento privado e aumentar a produtividade, para crescer entre 6 e 7% e reduzir o desemprego. .. O Banco está comprometido com o novo modelo de crescimento do Governo e dará o seu apoio através de trabalho analítico, assistência técnica e empréstimos a politicas de desenvolvimento para os próximos anos”.
Isto é como dizer: “A Tunísia é nossa “. E não do povo, mas sim da sua oligarquia, porque a nação Magrebe esta colonizada pelas potências imperialistas, em particular pela União Europeia. Só a França tem ali instaladas 200 mil empresas, às que se ligam empresas britânicas, belgas e espanholas.
Agora, revendo atentamente, para não passar por incauta, encontra-se esta rebelião popular a ser apoiada pelos estados Unidos (?!) …. Alemanha (?!) … França (?!) Et Voilà! Já temos outra possível leitura dos acontecimentos.
O presidente Barack Obama fez um apelo a favor de eleições “livres e justas” na Tunísia e destacou “a coragem e dignidade” do seu povo, depois da queda de Ben Alí. A União Europeia pronunciou-se por uma solução democrática “duradoura” e apelou à calma.
A insurreição continuava e as forças politicas internas anunciavam um novo “Governo de unidade”, integrado por algumas figuras da oposição, embora mantendo nos seus lugares ministros chave do anterior regime.
Fontes oficiais confirmaram que nesse futuro gabinete, que tentará integrar-se em poucos dias, para de seguida convocar eleições, não participam nem partidos de esquerda, nem partidos islamitas com o objectivo – dizem – de assegurar uma transição para um regime democrático, mas de “cores moderadas”. E nesse ponto, surge uma pergunta : Como é possível um regime democrático sem as forças nacionalistas mais assinaladas?
Tenhamos em conta, que a Tunísia esteve dominada durante muitas décadas pelo império francês. Está situada num lugar invejável para o turismo europeu, área em que, junto com a pesca, representa um dos rendimentos mais importantes do país. Após tantos anos de um processo de aculturação forçado, os muçulmanos continuam a reivindicar e a combater pelas suas origens.
Um colega de memória invejável recorda-nos que a busca de governos de “cores moderadas “ resulta numa arma da tradicional panóplia imperialista. Não o vivemos já em 1962, quando quase todos os governos e chanceleres da Organização de Estados Americanos (OEA) expulsaram Cuba do seu seio porque “a sua ideologia socialista extra-continental não era compatível com o sistema democrático da América”?
Relembremos brevemente também, a estratégia ianque-ocidental que se operou na Jugoslávia contra o presidente Slodoban Milosevic há 11 anos atrás e, mais recentemente, o golpe nas Honduras e a tentativa no Equador … Algo se esta a cozinhar. E não necessariamente a fogo lento. Oxalá a Tunísia saiba ser o exemplo de África."
Por Anary Lorenzo, 21 de Janeiro de 2011 (traduzido)
Etiquetas:
imperialismo,
Tunísia
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Egito... o caralho!!!
Sem avançar aqui em quaisquer considerações de ordem política, apenas quero deixar o meu veemente protesto com a estupidez que representa a aplicação do acordo ortográfico que mais não é senão uma cedência linguística de forma a, em mais um aspecto das nossas vidas, nos submetermos a interesses que não são de todo os nossos.
Mas vejamos quão estúpido é este acordo num exemplo tão simples. neste artigo, postado na RTP, o título do separador é precisamente "Egito". no corpo do texto sobre um país que se chama Egipto, aparece a expressão "Hosni Mubarak falou aos egípcios". Depreendo que no EGITO deveriam existir EGICIOS e não EGÌPCIOS... contudo a estupidez da aplicação deste acordo leva-nos a perceber que a forma "correcta" segundo os defensores desta aberração, é precisamente dizer que no Egito existem egípcios! Não é fantástico? Na língua inglesa e na língua castelhana, o nome do país é semelhante e escreve-se com o "p". por cá também se fazia, mas deixa-se cair em nome de um acordo idiota.
Aqui está um bom motivo para uma desobediência civil!
Mas vejamos quão estúpido é este acordo num exemplo tão simples. neste artigo, postado na RTP, o título do separador é precisamente "Egito". no corpo do texto sobre um país que se chama Egipto, aparece a expressão "Hosni Mubarak falou aos egípcios". Depreendo que no EGITO deveriam existir EGICIOS e não EGÌPCIOS... contudo a estupidez da aplicação deste acordo leva-nos a perceber que a forma "correcta" segundo os defensores desta aberração, é precisamente dizer que no Egito existem egípcios! Não é fantástico? Na língua inglesa e na língua castelhana, o nome do país é semelhante e escreve-se com o "p". por cá também se fazia, mas deixa-se cair em nome de um acordo idiota.
Aqui está um bom motivo para uma desobediência civil!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
The Gathering - Great Ocean Road
O melhor álbum desta grande banda holandesa que entretanto sofreu algumas metamorfoses. No entanto este som transporta-nos para um universo musical que relembra grandes bandas, ou grandes sonoridades que preencheram o imaginário de muitos que cresceram a ouvir criações sublimes.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Geração precária
Ainda não percebi se consigo gostar da música mas da letra sou um fã absoluto.
DEOLINDA - "parva que sou"
DEOLINDA - "parva que sou"
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Iraque, Wikileaks e o jornalismo
Sobre a invasão e guerra no Iraque, o wikileaks e Julian Assange. Mais um trabalho interessante o jornalista australiano john Pilger.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Perspectiva
Talvez seja uma forma subliminar de tentar relembrar que um dia este país acreditou em alguma coisa, e depois, essa mesma geração, enterrou essa crença e entregou-se à mediocridade.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Retomando memórias de um país que já foi...
Petrus Castrus - Indecisão e Demência
Petrus Castrus - País Relativo
Petrus Castrus - Mestre
Petrus Castrus - País Relativo
Petrus Castrus - Mestre
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Dead Can Dance
Estou confuso. não sei se acabei de conhecer ou se sempre me acompanharam estes sons... Sons de um passado futuro, acabados de nascer numa consciência que ainda não absorveu o significado de ser e estar num tempo e viver definitivamente noutro. Certamente o errado.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Um pilar ou um desafio?
Seria curioso entendermos porque algumas organizações importantes do nosso país desencorajam precisamente aquilo que é considerado como o pilar da construção das sociedades modernas, a formação e qualificação das pessoas. muitas não só não a promovem,de facto, como tentam minar e destruir mesmo as iniciativas individuais de aquisição dessa qualificação. Não admira que estejamos tão atrasados em relação a tanta coisa. A começar pela imbecilidade de muitos gestores à frente dessas mesmas organizações.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Manipulação
Somos tanto mais manipuláveis quanto maior for a sensação de que somos verdadeiramente livres. A própria sensação de liberdade é ela mesma já produto final elaborado da requintada forma de manipulação que nos faz conviver pacificamente com todas as contradições de um sistema podre, decadente e desumano.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
RPWL e Ray Wilson
De um período infelizmente esquecido dos Genesis, aqui reproduzidos pela fantástica banda alemã RPWL. A presença fugaz mas muito pertinente de Ray Wilson (aqui como convidado em concerto pelos RPWL) quebrou a mediocridade da fase final dos Genesis de Phil Collins e trouxe-nos um excelente trabalho, "Calling all Stations". A conhecer...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Não era suposto o OE e os PEC's terem resolvido isto?
Não era suposto a aprovação do Orçamento de Estado de 2011 na generalidade e os PEC's terem resolvido isto? Ou estão as agências de rating a soldo de algum interesse maior?
http://economico.sapo.pt/noticias/juro-de-portugal-avanca-e-ja-esta-acima-dos-67_107222.html
http://economico.sapo.pt/noticias/juro-de-portugal-avanca-e-ja-esta-acima-dos-67_107222.html
FOX News. A verdadeira face americana...
Raramente se vê televisão que mostre a face verdadeira de um país e de um povo. Creio que estes curtos minutos resumem de forma inigualável a debilidade intelectual e humana da elite conservadora americana, aquela que sempre governou e continua a governar o até agora ainda mais poderoso país do mundo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Aldrabices e outras sacanices
Agora querem-nos fazer entender que algo e o seu oposto são uma e a mesma coisas. Assim, para melhorar a economia e promover o emprego pretendem gerar-se mecanismos para tornar mais fácil, ou pelo menos mais barato, despedir. O resultado é óbvio. Aumento dos despedimentos. Aumento do desemprego e contratação por muito mais baixos salários e com vínculos ainda mais precários para as mesmas funções.
100.001, José!...
E bem merecidas cada uma dessas referências que existem na internet sobre fantástico tema. Pena que neste concerto o JC tenha optado pelo amigo Seargent em vez de um guitarrista capaz de tocar este tema. mas até aí está uma grande atitude, só se perdeu um pouco na música...
sábado, 11 de dezembro de 2010
Uma tal de crise
Dizem que estamos em crise e vemos que famílias de baixos recursos fazem créditos sobre créditos para comprar iPhones. A imoralidade do capitalismo e do consumismo nesta permanência e reforço da "Engenharia do consentimento" de Bernays, ampliada pela sua própria contradição de Individualismo crescente, gera uma sociedade que tende a implodir à medida que envelhece e apodrece. Adeus civilização ocidental!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Mais uma vez o Wikileaks
À falta de outro expediente eis que começam já as movimentações dos serviços secretos com vista a assassinar moralmente julian Assange, fundador da Wikileaks e acusado de violação e detido pela polícia britanica. Como se pode ver aqui.
O terrorismo das secretas americanas e dos seus fieis cães de guarda não tem limites, como se sabe desde sempre na História das mesmas.
O terrorismo das secretas americanas e dos seus fieis cães de guarda não tem limites, como se sabe desde sempre na História das mesmas.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Interlúdio
A pensar nos (certamente fantásticos) concertos destes senhores por terras lusas, fica um pequeno cheiro de música...
JAMES - Getting Away with it
(dedicado a mim mesmo, por uma vez na vida)
JAMES - Getting Away with it
(dedicado a mim mesmo, por uma vez na vida)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Quanto à precariedade...
Não só as artistas...também os Gestores de Recursos Humanos... pelo menos os actores e as putas não têm de trabalhar de borla...
Ainda o Wikileaks...
Uma questão importante sobre a qual muitas mentiras foram reproduzidas e amplificadas pelo nosso governo, prende-se com os voos ilegais da CIA com prisioneiros para Guantanamo. O Ministro Luís Amado jurava então a pés juntos nada saber e prometia mesmo a demissão caso se provasse.
Embora essa prova não esteja expressa aqui, a verdade é que devemos ter em atenção a pequenos pormenores de conteúdo deste fax publicado pelo Wikileaks e traduzido e publicado no site Esquerda.net
Embora essa prova não esteja expressa aqui, a verdade é que devemos ter em atenção a pequenos pormenores de conteúdo deste fax publicado pelo Wikileaks e traduzido e publicado no site Esquerda.net
terça-feira, 30 de novembro de 2010
WIKILEAKS
Parece que temos muitas novidades no Wikileaks que comprometem diplomacia Norte-Americana e de outros países, amigos, aliados, compadres, companheiros de tantas lutas e labutas. Parece que, tal como sempre pensei, o Irão é uma questão de teimosia e interesses dos amigos árabes que defendem uma guerra mais. A visão americana sobre o mundo é de um paternalismo imperialista sem limites e os pormenores das revelações diplomáticas ali vertidas vão a ridicularias que, para eles são os pontos mais importantes. Os pontos fracos mesmo que dos nossos amigos podem sempre servir-nos no caso de quererem deixar de o ser.
update: Há uma onda de terrorismo informático contra o "Wikileaks" por parte do grande império. Os conteúdos vão estando permanentemente em baixo. O que escondem os senhores donos do mundo da populaça?
update: Há uma onda de terrorismo informático contra o "Wikileaks" por parte do grande império. Os conteúdos vão estando permanentemente em baixo. O que escondem os senhores donos do mundo da populaça?
sábado, 27 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
Paradoxos
É um paradoxo que o presidente mais adorado dos Estados Unidos das últimas décadas fora das fronteiras daquele país, seja o mais violentamente odiado pela maioria das pessoas do seu próprio país. Depois da imagem dada por George W. Bush, barack Obama teria mesmo de ganhar as eleições, especialmente porque a alternativa era em tudo semelhante em estilo a Bush. Os americanos queriam e esperavam bem mais. Ou melhor, esperavam bem menos. Elegeram Obama não por ser melhor mas por ser diferente e por ser mais tolerado além fronteiras. os americanos não suportam a ideia de serem odiados quando concebem de si mesmos a ideia de salvadores do mundo. Odiaram desde logo o nome, a cor, o estilo, o discurso, a forma e não viram que entre candidatos a diferença prática na governação. Iria ser pouco mais que uma absoluta nulidade.
Obama chega a Portugal como o líder do que chamam o país mais poderoso do mundo. o país que tem a maior dívida de todos (lembra-nos alguma coisa?) e que produz conflitos em toda a parte e os alimenta para ter uma indústria de armamento saudável e para que as suas alianças sejam sempre mantidas no receio de que amanhã sejamos nós os inimigos da verdade americana. A verdade que incutiu durante tanto tempo o medo constante de ameaças diversas vomitando propaganda nos mass media, sobre invasões que seriam, bombas que cairiam, inimigos que chegavam, teias de horror e terror constante envolvidas na mais profunda convicção que o mundo é melhor governado sem Estado, entregue exclusivamente aos interesses das corporações, dos senhores do dinheiro e da guerra. Obama não mudou de todo o paradigma da política americana mas mudou radicalmente e de forma artificial a imagem dos EUA no mundo.
Lidera país que, por um lado continua a insistir num bloqueio criminoso a um pequeno e inofensivo país que é Cuba, e por outro lado esquece os mesmo argumentos na sua relação com a China que detém uma grande parcela da dívida americana. Estamos perante algo que é paradoxal mas sobretudo que é imoral porque não se tratam de princípios e valores mas antes de negócios bem montados. Negócios que foram muito bem delineados e que levaram mesmo a todo o planeamento e execução dos atentados de 11 de Setembro, no que acredito ter sido uma das maiores farsas da História contemporânea. Um abalo que depois se veio a repercutir um pouco por toda a servil Europa que se encontra de rastos ante a pressão das corporações e dos seus verdadeiros donos para que se torne num paraíso liberal onde se passa a ganhar muito menos, a trabalhar muito mais e a perder regalias sociais que colocaram a Europa durante décadas na vanguarda de um humanismo socialista de ambos os lados do caído muro de Berlim com diferentes soluções políticas e económicas mas que ditaram um pouco por todo o mundo, desde a Revolução Russa, uma alteração profunda nas relações entre classes. São estas que se pretendem anular da própria História com a ilusão de um capitalismo que funciona num mercado aparentemente desregulado mas sustentado sempre por elites parasitárias que se mantêm ao longo dos séculos como os verdadeiros donos do mundo.
São donos do mundo nos nossos dias os banqueiros. Imagine-se que criaram um sistema político que subjuga a vontade dos povos a uma pouco inocente incompetência dos políticos aparentemente eleitos de forma democrática comandados por estas elites que são efectivamente os seus chefes e donos e que nos prendem numa necessidade constante de dívida fazendo-nos acreditar que assim é necessário para manter o chamado estado social. A dívida é uma forma de escravatura moderna que prende e obriga ao consumo exércitos de incautos cidadão que mergulham em insolvências pessoais a cada dia que passa. À semelhança do que vemos acontecer neste momento com países como um todo.
O orgulho americano ficou ferido, e eu diria que bem propositadamente, com o reinado de Bush. Obama é um líder muito a prazo para que a seguir venha de novo uma face do que é a verdadeira dimensão imperialista dos EUA.
Escrito a letras de ouro na História do mundo vista do lado de cá, não passa de uma nódoa insignificante para o seu próprio povo e para a sua própria História.
Paradoxos...
Obama chega a Portugal como o líder do que chamam o país mais poderoso do mundo. o país que tem a maior dívida de todos (lembra-nos alguma coisa?) e que produz conflitos em toda a parte e os alimenta para ter uma indústria de armamento saudável e para que as suas alianças sejam sempre mantidas no receio de que amanhã sejamos nós os inimigos da verdade americana. A verdade que incutiu durante tanto tempo o medo constante de ameaças diversas vomitando propaganda nos mass media, sobre invasões que seriam, bombas que cairiam, inimigos que chegavam, teias de horror e terror constante envolvidas na mais profunda convicção que o mundo é melhor governado sem Estado, entregue exclusivamente aos interesses das corporações, dos senhores do dinheiro e da guerra. Obama não mudou de todo o paradigma da política americana mas mudou radicalmente e de forma artificial a imagem dos EUA no mundo.
Lidera país que, por um lado continua a insistir num bloqueio criminoso a um pequeno e inofensivo país que é Cuba, e por outro lado esquece os mesmo argumentos na sua relação com a China que detém uma grande parcela da dívida americana. Estamos perante algo que é paradoxal mas sobretudo que é imoral porque não se tratam de princípios e valores mas antes de negócios bem montados. Negócios que foram muito bem delineados e que levaram mesmo a todo o planeamento e execução dos atentados de 11 de Setembro, no que acredito ter sido uma das maiores farsas da História contemporânea. Um abalo que depois se veio a repercutir um pouco por toda a servil Europa que se encontra de rastos ante a pressão das corporações e dos seus verdadeiros donos para que se torne num paraíso liberal onde se passa a ganhar muito menos, a trabalhar muito mais e a perder regalias sociais que colocaram a Europa durante décadas na vanguarda de um humanismo socialista de ambos os lados do caído muro de Berlim com diferentes soluções políticas e económicas mas que ditaram um pouco por todo o mundo, desde a Revolução Russa, uma alteração profunda nas relações entre classes. São estas que se pretendem anular da própria História com a ilusão de um capitalismo que funciona num mercado aparentemente desregulado mas sustentado sempre por elites parasitárias que se mantêm ao longo dos séculos como os verdadeiros donos do mundo.
São donos do mundo nos nossos dias os banqueiros. Imagine-se que criaram um sistema político que subjuga a vontade dos povos a uma pouco inocente incompetência dos políticos aparentemente eleitos de forma democrática comandados por estas elites que são efectivamente os seus chefes e donos e que nos prendem numa necessidade constante de dívida fazendo-nos acreditar que assim é necessário para manter o chamado estado social. A dívida é uma forma de escravatura moderna que prende e obriga ao consumo exércitos de incautos cidadão que mergulham em insolvências pessoais a cada dia que passa. À semelhança do que vemos acontecer neste momento com países como um todo.
O orgulho americano ficou ferido, e eu diria que bem propositadamente, com o reinado de Bush. Obama é um líder muito a prazo para que a seguir venha de novo uma face do que é a verdadeira dimensão imperialista dos EUA.
Escrito a letras de ouro na História do mundo vista do lado de cá, não passa de uma nódoa insignificante para o seu próprio povo e para a sua própria História.
Paradoxos...
Special needs...
Há sons sem estilo, sem forma definida e sem padrão estético que não seja o da universal e sublime beleza. e mais uma vez esta deriva da simplicidade.
Placebo- Special needs
Placebo- Special needs
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
terrorismo oficial
É oportuno falar de terrorismo oficial quando Portugal acolhe uma cimeira da mais perigosa instituição terrorista a nível mundial, a NATO, da qual inclusivamente é membro...
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Spock's beard - The light
É fantástico quando, ainda que, muito ao fundo do túnel, se avista alguma luz. Música como esta é sem dúvida parte de uma qualquer luz que apenas se pode ver nas coisas belas da vida. E a música é uma delas, uma das formas mais sublimes de criação.
Spock's beard - The Light
Spock's beard - The Light
domingo, 14 de novembro de 2010
Modernidade
Delírios criativos que ficam para a história da música. Nascem como extravagancias e transformam-se em ícones de uma era. já passou, é verdade, mas é esta a verdadeira modernidade...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Outras motivações...
"De facto, a crise levou à implementação de algumas mudanças na área dos recursos humanos, "focalizadas essencialmente na gestão do líder e na gestão de equipas, sempre tendo em conta a evolução das pessoas", refere Luis Reis, que não tem dúvidas que a motivação é um factor chave para o sucesso e que o facto de se gostar do que se está a fazer e de se sentir útil na empresa conta mais do que a remuneração. E "ter oportunidades de evoluir dentro da empresa é mais importante do que um possível aumento", conclui um estudo do Hay Group sobre o clima de negócios em Portugal. Segundo este estudo, a liderança tem um enorme impacto no clima de uma empresa, rondando actualmente entre os 50 e os 70%."
in http://economico.sapo.pt/noticias/como-gerir-pessoas-e-contrariar-o-pessimismo_103628.html
Ora aqui está uma excelente coisa para se dizer a quem paga. Porque me parecem estes discursos formatados e todos idênticos? E porque colocam sempre o enfoque em não serem os salários a principal fonte de motivação? Nada como realizar estudos por encomenda e dar sempre a resposta esperada como bons prestadores de serviços.
in http://economico.sapo.pt/noticias/como-gerir-pessoas-e-contrariar-o-pessimismo_103628.html
Ora aqui está uma excelente coisa para se dizer a quem paga. Porque me parecem estes discursos formatados e todos idênticos? E porque colocam sempre o enfoque em não serem os salários a principal fonte de motivação? Nada como realizar estudos por encomenda e dar sempre a resposta esperada como bons prestadores de serviços.
...querem enganar quem mesmo?
A propósito da Cimeira dessa instituição terrorista designada por NATO a 19 e 20 de Novembro, anuncia-se que estamos sob a ameaça terrorista. Boa forma de desviar atenções do mais importante.
Portugal não é palco para tais efeitos especiais. não me parece que estes alarmismos sejam sequer relevantes pois aqui não temos lugar a estas encenações e crimes auto-infligidos para esmagamento intelectual do próprio povo como noutras paragens.
Portugal não é palco para tais efeitos especiais. não me parece que estes alarmismos sejam sequer relevantes pois aqui não temos lugar a estas encenações e crimes auto-infligidos para esmagamento intelectual do próprio povo como noutras paragens.
A MAGIA DO SETE
Lembra-se de ouvir os senhores que nos governam a suplicar pela aprovação do Orçamento de Estado, porque caso contrário seria uma catástrofe nos mercados e não teríamos quem nos emprestasse a juros relativamente decentes? Bom, convinha que nos explicassem os entendidos porque motivo, têm os Estados soberanos de depender da banca privada para o seu financiamento. Mas isso são vacas de outra manada. Ontem chegou a triste notícia de que os juros de empréstimos a este saudável país ultrapassaram os sete por cento. E isto com o Orçamento de Estado aprovado e com todas as condições que foram negociadas mais uma vez entre os dois grandes partidos e que vêm também mais uma vez fazer recair os sacrifícios sobre os mesmos de sempre.
É algo de interessante observar que nos nossos dias a política deixou de existir e de fazer sentido. As directivas e as estratégias são definidas pela banca. Os países são propriedade da banca. Ou seja, o poder está na mão de entidades que não são eleitas por ninguém e que representam apenas e só os seus próprios interesses corporativos, familiares e pessoais. O mundo capitalista é uma gigantesca máfia cada vez mais descoberta e descarada e com povos cada vez mais coniventes com o seu próprio esvaziamento de poder.
Penso que está na altura de retirarmos “O Capital” das prateleiras das bibliotecas… antes que saia o “Mein Kampf”…
É algo de interessante observar que nos nossos dias a política deixou de existir e de fazer sentido. As directivas e as estratégias são definidas pela banca. Os países são propriedade da banca. Ou seja, o poder está na mão de entidades que não são eleitas por ninguém e que representam apenas e só os seus próprios interesses corporativos, familiares e pessoais. O mundo capitalista é uma gigantesca máfia cada vez mais descoberta e descarada e com povos cada vez mais coniventes com o seu próprio esvaziamento de poder.
Penso que está na altura de retirarmos “O Capital” das prateleiras das bibliotecas… antes que saia o “Mein Kampf”…
Mettropolis
Quando a grandes imagens se junta um grande som...
Kraftwerk - Metropolis com imagens do filme com o mesmo nome de Fritz Lang
Kraftwerk - Metropolis com imagens do filme com o mesmo nome de Fritz Lang
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Qual o segredo de uma equipa de sucesso?

O simples facto de qualquer equipa actuar como um corpo único desprovido de outras vias que não aquela que a faz rumar ao sucesso. O segredo não está, como muitos pensam, numa direcção, numa boa liderança, mas sim em várias lideranças estratégicas posicionadas correctamente ao longo da hierarquia que fazem da confiança, de um estruturado e estudado plano de comunicação ou falta dela, de profissionais competentes e direccionado o mesmo objectivo, motivados pela estabilidade constante de um projecto que é sempre visto a longo prazo. Não é uma cabeça, mas um corpo bem estruturado e com uma estratégia inflexível. Estabilidade, estratégia, competência técnica, visão de médio e longo prazo, estratégia comercial direccionada para a criação de sucesso a curto prazo e mais-valias que sustentam o médio e o longo. E tudo isto muito antes de ser uma realidade empresarial. porque não bebem as organizações nas fontes correctas de sucesso? Fica a questão...
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Por muito que se possa pensar...
é quase sempre melhor qualquer má teoria que muito boas práticas. A teoria não mente com tanta crueldade.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Em convalescença
… ainda não refeito do facto de ter colocado aqui o Demis Roussos… mas isto passa. Tenho de arranjar qualquer coisa verdadeiramente antagónica…
Ora bem… porque não alguém que vi ao vivo há uns aninhos atrás...
Terje Rypdal Trio - Live
Ora bem… porque não alguém que vi ao vivo há uns aninhos atrás...
Terje Rypdal Trio - Live
Sons da Grécia
Aphrodite's Child - the four horsemen
Aphrodite's Child - It's Five O' clock
Um dos intervenientes desta banda fantástica dos anos 60/70... nada mais nada menos que o grande senhor Vangelis:
E finalmente aquilo que mais se conhece. Outro grande senhor. Que me perdoem os ouvidos mais rebuscados mas não poderia ficar sem a presença do Demis Roussos tal como está na memória das maiorias que fazem as estatísticas. Mas convenhamos que o tema é fantástico!
Aphrodite's Child - It's Five O' clock
Um dos intervenientes desta banda fantástica dos anos 60/70... nada mais nada menos que o grande senhor Vangelis:
E finalmente aquilo que mais se conhece. Outro grande senhor. Que me perdoem os ouvidos mais rebuscados mas não poderia ficar sem a presença do Demis Roussos tal como está na memória das maiorias que fazem as estatísticas. Mas convenhamos que o tema é fantástico!
domingo, 31 de outubro de 2010
E se amanhã os mercados responderem negativamente?
É uma questão pertinente, creio. Parece que os dois principais partidos, ou seja o grande partido bicéfalo, resolveram entender-se quanto à aprovação do orçamento. Supostamente a não aprovação teria um efeito devastador nos mercados e principalmente no que diz respeito ao financiamento do país. Ao que parece não nos financiam porque não nos sabemos governar É justo. Assim sendo dão-nos financiamento com juros cada vez mais elevados. Faz todo o sentido. Como invejo a inteligência dos economistas. mas não foram eles e as suas receitas que nos fizeram gastar desta forma? Parece-me óbvio que privatizar o que dá lucro e manter o que afunda o Estado é algo que só pode trazer más notícias. mas eu apenas sei ir fazendo contas de merceeiro.
Chagámos assim a um entendimento e parece que faltam uns míseros 500M€ que ainda não sabemos muito bem onde serão "pescados" ou poupados. O acordo foi bem mais do que pacífico e o arrufo de namorados passou muito depressa depois da original e inédita reprimenda do senhor presidente da República, uma sumidade também na Economia que nos afundou. Era mesmo bom que começássemos a fazer alguns exercícios de memória. Não foi o professor Cavaco que introduziu de forma quase massificada o conceito de pré-reforma, atirando para a inutilidade e para uma morte antecipada milhares de trabalhadores e sobrecarregando segurança social sobre o pretexto de necessidade de rejuvenescimento dos quadros? O rejuvenescimento que gerou a fantástica escola financeira que pariu enormes sucessos empresariais como o Banco Português de Negócios. Não foi o actual presidente da nossa República o primeiríssimo a introduzir as desastrosas e ruinosas parcerias publico-privadas? O distintíssimo professor, dizem que um dos nossos melhores.
Não será estranho que, quando nos dizem que temos um estado social falido, vermos que a única parcela do Estado que continua a produzir resultados positivos, baseando-nos nos números da execução orçamental até final de Agosto, é precisamente a Segurança Social, ainda que tenhamos, a reboque de novas modas e velhas manias um sistema que sustenta famílias inteiras de parasitas que nunca quiseram sequer trabalhar e nunca foram pobres... o sistema está montado para parir soluções para os amigos. veja-se o caso "Face Oculta" que está para o PS como o BPN está para o PSD.
Podemos dizer com segurança que duas máfias se uniram de novo para nos tramar mais uma vez dando a imagem que nos salvam das suas próprias constantes incompetências. e certamente muitos destes senhores estarão muitos e muitos anos à frentes das nossas empresas públicas a retirar vencimentos e reformas milionárias como sempre o fizeram. A criar autoridades vazias de sentido como a ERSE que se alimenta da estupidez em que transformaram o nosso mercado energético.
Se amanhã os mercados responderem negativamente mais uma vez estavam e estão errados e as soluções são, afinal, apenas mais uma vez, os nossos problemas!
Chagámos assim a um entendimento e parece que faltam uns míseros 500M€ que ainda não sabemos muito bem onde serão "pescados" ou poupados. O acordo foi bem mais do que pacífico e o arrufo de namorados passou muito depressa depois da original e inédita reprimenda do senhor presidente da República, uma sumidade também na Economia que nos afundou. Era mesmo bom que começássemos a fazer alguns exercícios de memória. Não foi o professor Cavaco que introduziu de forma quase massificada o conceito de pré-reforma, atirando para a inutilidade e para uma morte antecipada milhares de trabalhadores e sobrecarregando segurança social sobre o pretexto de necessidade de rejuvenescimento dos quadros? O rejuvenescimento que gerou a fantástica escola financeira que pariu enormes sucessos empresariais como o Banco Português de Negócios. Não foi o actual presidente da nossa República o primeiríssimo a introduzir as desastrosas e ruinosas parcerias publico-privadas? O distintíssimo professor, dizem que um dos nossos melhores.
Não será estranho que, quando nos dizem que temos um estado social falido, vermos que a única parcela do Estado que continua a produzir resultados positivos, baseando-nos nos números da execução orçamental até final de Agosto, é precisamente a Segurança Social, ainda que tenhamos, a reboque de novas modas e velhas manias um sistema que sustenta famílias inteiras de parasitas que nunca quiseram sequer trabalhar e nunca foram pobres... o sistema está montado para parir soluções para os amigos. veja-se o caso "Face Oculta" que está para o PS como o BPN está para o PSD.
Podemos dizer com segurança que duas máfias se uniram de novo para nos tramar mais uma vez dando a imagem que nos salvam das suas próprias constantes incompetências. e certamente muitos destes senhores estarão muitos e muitos anos à frentes das nossas empresas públicas a retirar vencimentos e reformas milionárias como sempre o fizeram. A criar autoridades vazias de sentido como a ERSE que se alimenta da estupidez em que transformaram o nosso mercado energético.
Se amanhã os mercados responderem negativamente mais uma vez estavam e estão errados e as soluções são, afinal, apenas mais uma vez, os nossos problemas!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Flexibilizar o quê?
Tenho a noção que as soluções encontradas ao nível das cúpulas políticas para as crises cíclicas deste sistema podre são sempre as mesmas. uma delas é flexibilizar despedimentos retirando-lhes a motivação obrigatória de justa causa como ainda determina a contragosto do legislador no actual Código do Trabalho.
Alguns senhores bem colocados das economias, ou seja, aqueles que ao longo dos tempos apenas têm ditado precisamente as dsoluções que nos trouxeram até aqui e que nunca souberam coordenar uma economia tendo mesmo contribuido para a sua destruição no seu mais fundamental aspecto, a produção nacional, gostariam de ver as soluções de sempre aplicadas. E essas soluções são as reduções de salários e essa mesma flexibilização. Dizem que é para contratar e para despedir. Que isso é bom para a economia. Embora seja visivelmente criador de exércitos de profissionais incompetentes à semelhança desses economistas. Se as soluções são sempre as memsas, está visto que a crise cíclica do capitalismo apenas se cura com o seu fim. E o fim do capitalismo está, para estes senhores, no regresso das relações de dependência feudal em que meia dúzia de famílias possuem a esmagadora maioria da propriedade.
Não penso que possa ter outro epíteto para quem defende este tipo de medidas, sobretudo agora, e sobretudo depois de terem responsabilidade técnica e moral sobre todos os falhanços das suas próprias receitas que não o de reles filhos da puta!
Alguns senhores bem colocados das economias, ou seja, aqueles que ao longo dos tempos apenas têm ditado precisamente as dsoluções que nos trouxeram até aqui e que nunca souberam coordenar uma economia tendo mesmo contribuido para a sua destruição no seu mais fundamental aspecto, a produção nacional, gostariam de ver as soluções de sempre aplicadas. E essas soluções são as reduções de salários e essa mesma flexibilização. Dizem que é para contratar e para despedir. Que isso é bom para a economia. Embora seja visivelmente criador de exércitos de profissionais incompetentes à semelhança desses economistas. Se as soluções são sempre as memsas, está visto que a crise cíclica do capitalismo apenas se cura com o seu fim. E o fim do capitalismo está, para estes senhores, no regresso das relações de dependência feudal em que meia dúzia de famílias possuem a esmagadora maioria da propriedade.
Não penso que possa ter outro epíteto para quem defende este tipo de medidas, sobretudo agora, e sobretudo depois de terem responsabilidade técnica e moral sobre todos os falhanços das suas próprias receitas que não o de reles filhos da puta!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Melancolia da chuva
A melancolia da chuva na genialidade da composição. uma melodia fantástica que nos transporta para uma dimensão que não é nada mais nada menos que o limite superior do que chamam vida. Este estado precário entre a inexistência e a morte...
Pain of Salvation - Pluvius Aestivus
Pain of Salvation - Pluvius Aestivus
Proteja o seu coração!
Desde que inventaram os computadores, as pessoas que têm mania de que são conscientes, como é o meu caso, têm necessidade de, de quando em vez, fazer uma limpeza e dar uma vista de olhos pelos ficheiros e e-mails mais antigos. Mas, como se prova na imagem seguinte, há coisas que não desactualizam, antes pelo contrário, tendem a aumentar exponencialmente. Através de um mail que recebi de uma colega em Novembro de 2009, fica uma ideia bem real da realidade nacional. Estamos necessitados de muitos cardiologistas.
Só digo que é um milagre ainda estar vivo...
Só digo que é um milagre ainda estar vivo...
domingo, 24 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
venham os sais de frutos...
por vezes deparamo-nos com temas no caminho dos nossos dias de bandas que, por forma alguma, normalmente cairiam no cardápio normal, muito menos nas preferências e ainda pior nos destaques. por mera curiosidade ouvi algo de uma dessas bandas que sempre detestei, sem sequer ouvir... por isso, com alguns sais de fruto mas admitindo que gosto do álbum e fazendo um mea culpa pelo entupimento auditivo à priori...
linkin park - Burning in the Skies
linkin park - Burning in the Skies
domingo, 17 de outubro de 2010
Soberania penhorada
Por estranho que pareça, até pelo facto de pouco se falar nos cafés destas questões (mesmo sendo o café propriamente dito cada vez mais caro), pouca gente compreende a verdadeira face do sistema que coloca os países, havendo sido acordadas previamente estas absurdas regras, como escravos das vontades das entidades monetárias a nível mundial, mas principalmente das entidades bancárias privadas e das agências de rating. Podemos ser estúpidos ao ponto de nos intoxicarmos indefinidamente com cafeína e outras drogas, mas não são elas que nos tolhem o cérebro a ponto de nunca ser questionado pelas massas populares (um termo arcaico mas que confesso gostar particularmente, mais pelas “massas” que pelo “populares”) porque devemos de facto tanto dinheiro e a quem o devemos. Antes de mais devemos tanto dinheiro porque desde há décadas que este país tem parido a pior escória que tem vindo a apoderar-se dos cargos políticos e dos cargos de gestão pública, de empresas públicas ou ainda de lugares nos privados conquistados às custas da incompetência repleta de favores enquanto na titularidade de cargos políticos. Têm gerido da pior forma o dinheiro que quase todos nós vamos depositando nos cofres do ministério das finanças, gastando da forma irracional em luxos e especiais proveitos, realizando operações absurdas como privatizações de empresas estratégicas e lucrativas ou assunção de erros de gestão e crimes de privados pelos contribuintes. Vão mutilando as contas distribuindo por todos os interesses instalados as benesses das parcerias publico privadas que mais não são que sorvedouros de dinheiros públicos inimputáveis.
Ninguém se questiona porque têm os países de se financiar junto da banca quando organismos internacionais fabricam o dinheiro e o colocam depois no mercado. Ninguém entende porque pode o futuro de um país e consequentemente do seu povo ser colocado à mercê de agências de rating que se compreende de forma tão simples pelo mando de quem vão traçando destinos. Não se lembram as pessoas das consequências irracionais da intervenção de entidades mafiosas e de interesses obscuros como o FMI. Não se compreende a dimensão de tudo isto enquanto se observa, de um sofá, apaixonadamente, a beber cerveja alemã e a comer tremoços marroquinos, um jogo de futebol de uma selecção nacional de uma nação que não existe de facto a não ser na imaginação de uns quantos lunáticos.
Ninguém se questiona porque têm os países de se financiar junto da banca quando organismos internacionais fabricam o dinheiro e o colocam depois no mercado. Ninguém entende porque pode o futuro de um país e consequentemente do seu povo ser colocado à mercê de agências de rating que se compreende de forma tão simples pelo mando de quem vão traçando destinos. Não se lembram as pessoas das consequências irracionais da intervenção de entidades mafiosas e de interesses obscuros como o FMI. Não se compreende a dimensão de tudo isto enquanto se observa, de um sofá, apaixonadamente, a beber cerveja alemã e a comer tremoços marroquinos, um jogo de futebol de uma selecção nacional de uma nação que não existe de facto a não ser na imaginação de uns quantos lunáticos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Talvez seja do delírio da febre...
Peter Murphy A Strange kind of love... não encontro a melhor versão que já ouvi deste tema...
King Crimson...
king Crimson, uma das bandas fundamentais da história da música para quem gosta, claro está...
Do capitalismo industrial ao capitalismo financeiro
A lógica do desenvolvimento do capitalismo industrial era de que seria necessário atribuir às pessoas o poder de consumir, e isso conseguia-se retribuindo o trabalho. Seria então de supor que quanto maior fosse o rendimento disponível, maior o consumo e consequentemente mais saudável a economia e o mercado. Não fosse o teor contraditório na génese deste deste sistema e tudo seria perfeito. No entanto, mesmo os mais acérrimos defensores desse mercado e da sua liberdade tornam-se prisioneiros da necessidade constante de reduzir custos. Mesmo que os lucros sejam continuamente crescentes, o mercado representa sempre uma ameaça. mesmo acumulando milhões de lucros é necessário procurar novas fórmulas para reduzir o custo. O capitalismo industrial globaliza-se e procura mão de obra extremamente mais barata no exterior mesmo que isso custe ter de se importar o que antes se produzia. Em paralelo com a indústria, o sector financeiro foi adquirindo cada vez mais poder. Este financia não só as empresas como mesmo os países através de esquemas pouco claros ou transparentes em que as dívidas de uns se tornam mais importantes que as dívidas de outros e se estabelecem padrões de confiança que dita quanto cada país paga pela sua ineficácia de gestão. A determinados países permite-se e incentiva-se que gastem acima das suas posses. A outros corta-se-lhes essas hipóteses balizando ou criando tectos para as dívidas. à medida que as empresas se internacionalizam tornam-se elas mesmas parte do sistema financeiro e engrossam uma nova forma de capitalismo globalizado a que devemos considerar como capitalismo financeiro. Quem manda no capitalismo financeiro? A banca. A banca controla todos os que têm dívida, o que significa grande parcela dos países, a esmagadora maioria dos cidadãos de cada país, e a grande maioria das empresas que são parcela de interesse da própria banca.
A actual crise foi criada precisamente no seio mais profundo das contradições do capitalismo financeiro. A banca vendeu lixo como ouro e depois colheu os frutos disso mesmo. Porque não vemos uma falência colossal da banca? Porque são os cidadãos contribuintes que, através dos Estados, por múltiplos esquemas, vão pagando as falências da banca. um pouco por todo o mundo isso sucedeu dessa forma, incluindo no nosso país. Ao contrário do que anunciaram não se nacionalizou um banco, antes fez-se uma distribuição pelos contribuintes dos prejuízos criados por uma mega-fraude de um banco privado que veio ao de cima precisamente quando esta crise veio à tona.
Os inimigos do Estado recorreram ao próprio Estado para salvar as suas fortunas e para salvar o sistema tal como o viemos a conhecer nestes anos. Seria normal pressupor que, através de uma aposta nos sectores exportadores e também num incentivo ao consumo interno pudessemos dar a volta à crise instalada. No entanto o capitalismo financeiro vê as coisas de forma diferente.
Existe uma elite de governantes e gestores e esses devem ser premiados mesmo quando nos arruínam. E existe a generalidade da população que vive dos rendimentos do seu trabalho e que forma a grande massa que é a classe média e as classes mais baixas, e a esses devem ser impostas medidas de forte austeridade. Os gurus do capitalismo financeiro vêm como necessários os cortes nos salários como se isso não representasse uma contradição à própria essência do capitalismo e um retrocesso para a era feudal. É uma ideia aberrante pensar que um exército de pobres pode consumir mais e mais quando os bancos que antes atiravam com financiamentos para tudo e mais alguma coisa aos olhos dos cidadãos começam hoje a fechar esse caudal irracional e a filtrar quem pode ou não pagar tanta loucura. com menores rendimentos menores serão as possibilidades para pagar as despesas correntes e muito menos para contrair despesas sobre bens não essenciais. Claro que na prática não é bem assim. A lógica do mercado impede que o cidadão faça uma escolha racional. E isso vê-se principalmente quando essa escolha está no campo da política.
neste momento temos países a serem extorquidos por sistemas financeiros irracionais. Fabricar dinheiro e colocá-lo na banca a um juro marginal para depois essa mesma banca decidir segundo critérios obscuros como e a quem empresta e sob que condições é uma forma de colocar a corda no pescoço de países que, tal como o nosso sacrificou o seu tecido produtivo em busca de uma forma de ganhar dinheiro sem fazer rigorosamente nada. Os governos quase desde o 25 de Abril, sacrificaram a nossa produção em busca de quimeras- Somos um país com problemas demográficos gravíssimos e eliminámos grande parte da produção efectiva. Salvam-nos alguns sectores das novas economias, mas mesmo assim ainda com peso muito reduzido. salvam-nos algumas internacionalizações bem geridas e orquestradas como o caso da EDP ou da PT. Mas é muito pouco.
O que o capitalismo financeiro pretende é precisamente destruir o resto da nossa economia subjugando-nos ainda mais aos delírios das vontades de um sistema viciado e podre. Cortes salariais são uma contradição com a própria lógica capitalista mas servem os interesses de uma das partes muito bem, pelo menos a curto prazo.
A actual crise foi criada precisamente no seio mais profundo das contradições do capitalismo financeiro. A banca vendeu lixo como ouro e depois colheu os frutos disso mesmo. Porque não vemos uma falência colossal da banca? Porque são os cidadãos contribuintes que, através dos Estados, por múltiplos esquemas, vão pagando as falências da banca. um pouco por todo o mundo isso sucedeu dessa forma, incluindo no nosso país. Ao contrário do que anunciaram não se nacionalizou um banco, antes fez-se uma distribuição pelos contribuintes dos prejuízos criados por uma mega-fraude de um banco privado que veio ao de cima precisamente quando esta crise veio à tona.
Os inimigos do Estado recorreram ao próprio Estado para salvar as suas fortunas e para salvar o sistema tal como o viemos a conhecer nestes anos. Seria normal pressupor que, através de uma aposta nos sectores exportadores e também num incentivo ao consumo interno pudessemos dar a volta à crise instalada. No entanto o capitalismo financeiro vê as coisas de forma diferente.
Existe uma elite de governantes e gestores e esses devem ser premiados mesmo quando nos arruínam. E existe a generalidade da população que vive dos rendimentos do seu trabalho e que forma a grande massa que é a classe média e as classes mais baixas, e a esses devem ser impostas medidas de forte austeridade. Os gurus do capitalismo financeiro vêm como necessários os cortes nos salários como se isso não representasse uma contradição à própria essência do capitalismo e um retrocesso para a era feudal. É uma ideia aberrante pensar que um exército de pobres pode consumir mais e mais quando os bancos que antes atiravam com financiamentos para tudo e mais alguma coisa aos olhos dos cidadãos começam hoje a fechar esse caudal irracional e a filtrar quem pode ou não pagar tanta loucura. com menores rendimentos menores serão as possibilidades para pagar as despesas correntes e muito menos para contrair despesas sobre bens não essenciais. Claro que na prática não é bem assim. A lógica do mercado impede que o cidadão faça uma escolha racional. E isso vê-se principalmente quando essa escolha está no campo da política.
neste momento temos países a serem extorquidos por sistemas financeiros irracionais. Fabricar dinheiro e colocá-lo na banca a um juro marginal para depois essa mesma banca decidir segundo critérios obscuros como e a quem empresta e sob que condições é uma forma de colocar a corda no pescoço de países que, tal como o nosso sacrificou o seu tecido produtivo em busca de uma forma de ganhar dinheiro sem fazer rigorosamente nada. Os governos quase desde o 25 de Abril, sacrificaram a nossa produção em busca de quimeras- Somos um país com problemas demográficos gravíssimos e eliminámos grande parte da produção efectiva. Salvam-nos alguns sectores das novas economias, mas mesmo assim ainda com peso muito reduzido. salvam-nos algumas internacionalizações bem geridas e orquestradas como o caso da EDP ou da PT. Mas é muito pouco.
O que o capitalismo financeiro pretende é precisamente destruir o resto da nossa economia subjugando-nos ainda mais aos delírios das vontades de um sistema viciado e podre. Cortes salariais são uma contradição com a própria lógica capitalista mas servem os interesses de uma das partes muito bem, pelo menos a curto prazo.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Amanhã
Será que vale a pena viver de ilusões? Pensar que o amanhã será diferente, quando nenhum dos amanhãs o foi?
domingo, 10 de outubro de 2010
Peter Gabriel. E existe outra voz que se compare?
Mais um daqueles temas que nos deixam certamente a pensar como é tão ténue a ligação entre a simplicidade e a genialidade... para além de uma grande melodia.
sábado, 9 de outubro de 2010
Escapando um pouco ao óbvio
Não é o tema de que todos se lembrem ou que todos conheçam,por isso é o que escolho para figurar aqui. O outro não cabe no espírito dos dias que passam.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Viva a República!
Por muito que tente contaminar a mente de muita gente com as ideias de que a monarquia é um sistema aceitável, mesmo interessante, a verdade é que se trata de uma abjecta aberração política mantida por questões meramente culturais, em países que são efectivamente culturalmente ricos e civilizados. Não é concebível nos nossos dias que a figura máxima representante de um país, de uma nação, de um povo seja ditada por meras questões de determinismo genético. Não faz sentido que não seja o povo a escolher o seu próprio representante máximo como sucede na República.
Uma coisa é certa, no actual panorama, a mediocridade está assegurada nos dois sistemas. a grande diferença é que na República podemos escolher o medíocre que nos representa... portanto, viva a República!
Uma coisa é certa, no actual panorama, a mediocridade está assegurada nos dois sistemas. a grande diferença é que na República podemos escolher o medíocre que nos representa... portanto, viva a República!
domingo, 3 de outubro de 2010
Paatos - Holding On
Já em vários momentos referi por aqui que a simplicidade por vezes é a mãe das mais belas criações.. Assim de cor algumas me saltam à memória, uma das quais salta de imediato para este espaço. Da Suécia, Paatos.
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Rock Progressivo
Daymoon - algo em comum
Uma pequena homenagem a um grande e distante amigo. André Marques na bateria. Que saudades do fabuloso projecto que foram os "Gray-out"! consubstanciado no trabalho "Miséria Humana"
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Van Der Graaf Generator
Por vezes é bom sentirmo-nos à beira da loucura, ou da mais cristalina das clarividências.
Um tema que me acompanha muitas vezes...
Um tema que me acompanha muitas vezes...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Lapso imperdoável
Em tanto tempo de presença por aqui e ainda não havia trazido a este espaço uma das melhores bandas de sempre. Fica um dos fantásticos trabalhos da melhor época dos Genesis.
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Há coisas que nascem para ser destruidas!...
nem sempre as ideias brilhantes são as mais construtivas. Dado que tudo se encontra na internet nos dias de hoje e dado que o culto a um objecto tão inútil e estúpido como um iPhone através das ferramentas de marketing, achei por bem trazer a este espaço uma verdadeira homenagem ao bom gosto. o gosto pela destruição de uma das farsas mais bem montadas de sempre e de um objecto que é nada mais que um mito ridículo e caro sem qualquer mais-valia em relação a outros equipamentos há muito, muito tempo no mercado. perante a estupidez do mito a estúpida forma da sua destruição. ou quando a internet tenta fazer inveja à televisão.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Estágios não remunerados são fraude

É necessário termos em conta que crescem as ofertas de estágios não remunerados principalmente na área dos Recursos Humanos. Estes estágios não só são eticamente reprováveis como devem ser denunciados como fraudes ao mercado de trabalho e como atentados aos direitos dos profissionais do sector em causa que se vêem confrontados com uma exploração em massa de mão de obra fazendo-se valer da situação económica que o país atravessa para contribuir para que ela seja ainda pior e se aprofundem as condições que geram a crise económica.
O trabalho gratuito é um atentado contra o direito a um salário sob a fraudulenta desculpa do estágio que repreenta já mais de metade da ofertas de suposto emprego no sector. Fraude porque para além de ser violador de direitos fundamentais ainda provoca um desvio nos dados sobre o desemprego. para todos os efeitos os estagiário que nada recebem são considerados empregados.
Há que intervir de forma firme sobre esta fraude laboral praticada por grande e pequenas empresas do sector e mesmo de outros sectores de actividade.
sábado, 18 de setembro de 2010
Sarcozy, a Europa e os ciganos
Parece que finalmente um país europeu está a acordar para uma calamidade social que é a presença parasitária de comunidades ciganas inteiras que vivem meramente de rendimentos sociais e que não só não produzem como não querem produzir e ainda assim se acham no direito de exigir dos estados todas as benesses que não são dadas aos outros cidadãos. A França está a tomar um caminho racional e urgente.
A Europa está necessitada de população, de um rejuvenescimento para que seja sustentável a forma de vida que temos e para que possam continuar da mesma forma as garantias sociais que são apanágio deste velho continente mesmo em países que sempre viram com maus olhos medidas socializantes. O problema demográfico bem como o excesso de garantismo para aqueles que nunca produziram e nunca manifestaram sequer intenção de vir a produzir são questões que podem por em causa o próprio futuro da Europa tal como a conhecemos.
Em Portugal estima-se que mais de 80% dos ciganos de nacionalidade portuguesa ou não, sejam contemplados com rendimentos atribuídos pelo Estado, sendo que na esmagadora maioria das famílias representam a sua única fonte de rendimento. Para todos os outros cidadãos existe uma escolaridade obrigatória que não é de todo imposta a esta comunidade sobretudo aos seus elementos femininos. todos os outros cidadãos são punidos por posse de armas ilegais. na comunidade cigana é comum o porte de armas não licenciado sem que existam verdadeiras consequências. As casas atribuídas a custos controlados sempre em soluções de arrendamento são destruídas e transformadas em acampamentos selvagens. Quase toda uma comunidade vive às custas de uma população já de si saturada de impostos e taxas, de baixos salários e pensões e de parcos direitos e com tendência a piorarem no futuro sob o manto desta crise inventada e criada a gosto de alguns. é caso para dizer que, não podendo nós expatriar ciganos portugueses porque o são, cidadãos de pleno direito, devemos poder obrigar a que se cumpram as leis por esta comunidade e a que haja uma integração plena no cumprimento de todas as normas ou regras sociais. Aos que v~em de fora e estão constantemente a distribuir pelas ruas mulheres e crianças num negócio vergonhoso de mendigagem profissional, a esses deve ser aplicada a solução Sarcozy e devem ser recambiados para o sítio de onde vêm. Não é possível manter estados sociais sustentáveis se temos de suportar comunidades inteiras com estilos de vida parasitários. o discurso hipócrita contra a expulsões de França deve ser reavaliado porque França é de longe muito mais garantista que Portugal e os direitos do povo francês estão muito acima dos nossos. creio que à esquerda é fundamental a compreensão que todos têm de contribuir para que todos possam beneficiar. Não podemos sustentar uma comunidade inteira de bandidos, criminosos ou meramente de preguiçosos profissionais que ainda por cima vivem e constroem o que denominam como cultura na base da ignorância.
Ao agir desta forma Sarcozy assegura a Europa e não atraiçoa, como alguns sugeriram, o seu espírito. Não que nutra qualquer simpatia pelo Presidente francês, mas é fundamental tomar medidas e ter coragem de as assumir e explicar como sucedeu neste caso.
A Europa está necessitada de população, de um rejuvenescimento para que seja sustentável a forma de vida que temos e para que possam continuar da mesma forma as garantias sociais que são apanágio deste velho continente mesmo em países que sempre viram com maus olhos medidas socializantes. O problema demográfico bem como o excesso de garantismo para aqueles que nunca produziram e nunca manifestaram sequer intenção de vir a produzir são questões que podem por em causa o próprio futuro da Europa tal como a conhecemos.
Em Portugal estima-se que mais de 80% dos ciganos de nacionalidade portuguesa ou não, sejam contemplados com rendimentos atribuídos pelo Estado, sendo que na esmagadora maioria das famílias representam a sua única fonte de rendimento. Para todos os outros cidadãos existe uma escolaridade obrigatória que não é de todo imposta a esta comunidade sobretudo aos seus elementos femininos. todos os outros cidadãos são punidos por posse de armas ilegais. na comunidade cigana é comum o porte de armas não licenciado sem que existam verdadeiras consequências. As casas atribuídas a custos controlados sempre em soluções de arrendamento são destruídas e transformadas em acampamentos selvagens. Quase toda uma comunidade vive às custas de uma população já de si saturada de impostos e taxas, de baixos salários e pensões e de parcos direitos e com tendência a piorarem no futuro sob o manto desta crise inventada e criada a gosto de alguns. é caso para dizer que, não podendo nós expatriar ciganos portugueses porque o são, cidadãos de pleno direito, devemos poder obrigar a que se cumpram as leis por esta comunidade e a que haja uma integração plena no cumprimento de todas as normas ou regras sociais. Aos que v~em de fora e estão constantemente a distribuir pelas ruas mulheres e crianças num negócio vergonhoso de mendigagem profissional, a esses deve ser aplicada a solução Sarcozy e devem ser recambiados para o sítio de onde vêm. Não é possível manter estados sociais sustentáveis se temos de suportar comunidades inteiras com estilos de vida parasitários. o discurso hipócrita contra a expulsões de França deve ser reavaliado porque França é de longe muito mais garantista que Portugal e os direitos do povo francês estão muito acima dos nossos. creio que à esquerda é fundamental a compreensão que todos têm de contribuir para que todos possam beneficiar. Não podemos sustentar uma comunidade inteira de bandidos, criminosos ou meramente de preguiçosos profissionais que ainda por cima vivem e constroem o que denominam como cultura na base da ignorância.
Ao agir desta forma Sarcozy assegura a Europa e não atraiçoa, como alguns sugeriram, o seu espírito. Não que nutra qualquer simpatia pelo Presidente francês, mas é fundamental tomar medidas e ter coragem de as assumir e explicar como sucedeu neste caso.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
...mais memórias...
Porque não resisto a ser um pouco politicamente incorrecto! Manuela Moura Guedes e Miguel Esteves Cardoso num fantásctico tema a relembrar. Tão fora do meu universo mas tão dentro do meu espírito...
sábado, 4 de setembro de 2010
Que justiça esta...
Ao que perece ontem o país parou para ouvir e ver as imagens do julgamento mais mediático das últimas décadas. Pode parecer algo politicamente incorrecto mas não acredito pessoalmente te tenha sido feita qualquer tipo de justiça e muito menos que o julgamento tenha sido sobre algo de real e verdadeiro. Penso que este caso foi um enorme embuste quer a nível da comunicação, quer a nível do sistema judicial. Todos os personagens envolvivos são altamente sinistros, incluindo todos os intervenientes por parte da justiça. nada me leva a crer que os poucos eventuais elementos verdadeiros desta história tenham sequer sido tocados. Uma ou outra figuras terão conseguido as suas vinganças pessoais e certamente que os culpados por todos os acontecimentos que não duvido tenham efectivamente acontecido mas em moldes radicalmente diferentes, continuarão nos seus cantos sem serem perturbados pela justiça. quer no sistema, quer no seu conceito. Pessoalmente também, admito que tenho uma enorme relutância em entender como se condenam indivíduos baseando essa condenação em meras divagações, sem dados concretos. Ouvir as partes do acordão que foram divulgadas foi algo de penoso pois não deu para entender o que sucedeu de facto pois as decisões foram tomadas sobre datas desconhecidas, locais desconhecidos, tudo baseado em meros relatos difusos. A Justiça e o Estado de Direito não podem ser isto. Os crimes que demoram tanto tempo e que são jugados com base numa espécie de sondagem a um povo demais envenenado pelos seus orgãos de comunicação, são crimes que acabam efectivamente sem castigo. Não vale nada a sentença que será produzida pois vem com oito anos de atrasoo, plena de erros processuais, plena manipulação informativa e sem qualquer prova concreta e efectiva.
este caso leva a que, mais uma vez, se descredibilize de forma total um sistema que deixa de ser capaz de se impor porque prova ser permeável por interesses maiores e mesmo por simples necessidade de seguimento lógico aos julgamentos públicos que são feitos pela comunicação social. Independentemente dos vereditos, todos estes arguidos haviam já sido condenado há muito. E todas as vítimas, que as houve, lograram obter os seus bodes expiatórios para vingarem todos os abusos de que foram alvo.
Uma coisa é certa, ninguém sai bem deste processo. E não fico convencido de coisa alguma porque nada foi realmente fundamentado com factos que levem a um cabal conhecimento dos delitos na sua forma e conteúdo e com as pessoas correctas. não acredito que tenha saído a tradução da verdade dos factos nem as personagens daquela leitura. Estamos assim a caminhar para algo muito perigoso e em relação ao qual devemos estar muito atentos.
este caso leva a que, mais uma vez, se descredibilize de forma total um sistema que deixa de ser capaz de se impor porque prova ser permeável por interesses maiores e mesmo por simples necessidade de seguimento lógico aos julgamentos públicos que são feitos pela comunicação social. Independentemente dos vereditos, todos estes arguidos haviam já sido condenado há muito. E todas as vítimas, que as houve, lograram obter os seus bodes expiatórios para vingarem todos os abusos de que foram alvo.
Uma coisa é certa, ninguém sai bem deste processo. E não fico convencido de coisa alguma porque nada foi realmente fundamentado com factos que levem a um cabal conhecimento dos delitos na sua forma e conteúdo e com as pessoas correctas. não acredito que tenha saído a tradução da verdade dos factos nem as personagens daquela leitura. Estamos assim a caminhar para algo muito perigoso e em relação ao qual devemos estar muito atentos.
domingo, 8 de agosto de 2010
Blackberry e a Venezuela

Temos vindo a ouvir ou ler notícias sobre a proibição de determinados serviços suportados pelos terminais Blackberry. O que talvez muita gente não saiba por cá é que estes aparelhos são utilizados de forma massiva para ludibriar o governo venezuelano criando sistemas de comunicações que permitem escapar a todas as formas de controlo actuando no mesmo sentido no qual actuavam alguns orgãos de comunicação social. Um sentido de ilegalidade e de subversão clara. Contudo, e devido ao sistema destes dispositivos, é praticamente impossível desencriptar as comunicações dedicadas entre Blackberry. Daí a enorme popularidade destes aparelhos sobretudo junto de alguma da comunidade portuguesa instalada na venezuela, claramente anti-chavista e que pretende juntar-se às forças que pretendem derrubar o sistema em marcha naquele país. Não será de ter em consideração o cancelamento do funcionameno dos serviços dedicados destes dispositivos da canadiana Research in Motion? Não se trata de um problema dos equipamentos que estão extremamente bem concebidos tendo-se tornado nos sistemas de escritório móvel mais conhecidos como smartphones, mais populares do mercado. trata-se da forma perigosa como podem ser utilizadas algumas das suas funções. Alguns países optaram já por cancelar alguns desses serviços.
sábado, 7 de agosto de 2010
Ironias
Duas das principais marcas de automóveis de luxo encontram-se neste momento nas mãos de companhias de origem asiática. A Jaguar nas mãos da TATA Motors da Índia (comprada por 1,7 mil milhões de euros)e a Volvo nas mãos da também pouco famosa Geely da República Popular da China (negócio consumado por 1, 14 mil milhões de euros). Estamos perante um fenómeno curioso uma vez que os países ocidentais se vão desfazendo de símbolos que são sinónimos de mercados de luxo para empresas de mercados emergentes. Parece assim, que o nosso jet set está condenado a conduzir carros indianos ou chineses, enquanto o privilegiado povo conduz veículos franceses, alemães e italianos. No mínimo algo irónico...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Portagens nas SCUT
A decisão pela introdução nas portagens nas vias que até agora têm sido livres de custos directos para os utilizadores vem, no seguimento de toda uma política continuada de criação flagrante de assimetrias entre diversas zonas do país. No actual contexto é mais um atentado à estabilidade económica já por si muito debilitada na zona norte do país. É uma forma de sacar fundos onde mais profundamente se vão sentir os custos sociais destas medidas. Tanto a nível particular como a nível das pequenas e médias empresas. Origina a montante um aumento generalizado do custo dos produtos e serviços e a consequente baixa de poder económico numa população já por si muito afectada pela evolução desfavorável nos sectores produtivos nacionais.
É fundamental intervir contra mais esta medida potenciadora de maiores assimetrias.
É fundamental intervir contra mais esta medida potenciadora de maiores assimetrias.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Uma questão civilizacional

Segundo notícia divulgada entre outros locais, aqui, no Malawi, dois homens foram condenados a 14 anos de prisão por se terem casado, um com o outro, entenda-se. é necessário que se entenda a realidade aqui. Não se trata do facto de se terem casado. As acusações nada referem sobre esse facto uma vez que seria contraditório um país permitir casamento entre pessoas do mesmo sexo e depois impedi-las de terem relações sexuais. Foi por este facto que foram efectivamente acusados, tal como está expresso na notícia divulgada.
Mais do que uma questão de modas, mais do que uma questão de poderes instituídos ou escondidos, mais do que uma questão de direitos humanos trata-se aqui de uma questão civilizacional. Não admira que, quando olhamos para as taxas de natalidade e para os números da população dos países africanos e europeus, vemos quem, na realidade está em crescimento e em desenvolvimento. Não se trata de uma questão de mentalidades ou de moral. Trata-se de entender que as coisas, tal como estão a ser construídas na velha e decrépita Europa nada têm a ver com modernos conceitos de liberdade. Nada têm a ver com real preocupação com as pessoas. A Europa poluiu-se de elites múltiplas que a vão destruir a breve trecho. A civilização europeia está em definhamento e em decadência e olhamos de cá para o Malawi como se eles fossem civilizacionalmente atrasados.
Para quem defende que a morte e o desaparecimento é o melhor caminho para a humanidade, sem dúvida que esta irracionalidade civilizacional europeia está a desempenhar em pleno esse papel. Para a Europa se manter com uma população dentro dos limites do não risco de perda de sustentabilidade tem de recorrer à imigração que tanto repudia. Como é possível olhar esta Europa para os países que vão sustentando as suas taras com êxodos de população, com um desdém de superioridade? É como um moribundo que teima em rir-se de um recém-nascido porque julga que este não terá viabilidade para crescer.
O Malawi dá aqui uma lição à velha Europa. Colocam o problema no ponto errado mas a legislação dos países tem destas coisas. Mas a nível civilizacional, basta olhar para os dados e ver quem cresce a nível de população e quem definha. Nesta pseudo-modernidade a que nos vemos condenados inclusivamente agora também em Portugal corremos para esse definhamento assente nestes novos paradigmas sociais. Correcto será dizer que a verdadeira modernidade, ou pós-pós modernidade vem precisamente dali neste tema.
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domingo, 16 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Case study de Marketing
Com esta visita do Papa Ratzinger, a igreja católica conseguiu mais uma vez, aplicar o marketing de uma forma brilhante e transformar a imagem sombria de um Papa frio e distante, numa figura que preenchesse as medidas de um povo ainda não esquecido do antecessor de Bento XVI, e que tanta importância teve para a continuidade da falsidade histórica tão conveniente à igreja, que foi Fátima.
Um verdadeiro case study de Marketing.
Um verdadeiro case study de Marketing.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Crise escondida debaixo do tapete
Nada como uma visita papal acrescida de uma vitória do Benfica no campeonato nacional de futebol para fazer esquecer que as coisas estão críticas e que nos estão a tentar aceitar medidas irracionais e desastrosas em nome da sustentabilidade do país. durante uns dias o país para para se cloroformizar. O pior serão as cenas dos próximos capítulos. +E qu enquanto o folclore passa o país permanece a borbulhar...
sábado, 8 de maio de 2010
Laicismo no seu melhor
É suposto que Portugal seja u país em que Estado e igreja (católica apostólica romana, entenda-se) sejam entidades que, longe de se confundirem, nem sequer se tocam. E digo que é duposto porque, ao contrário de tudo quanto é expectável, a visita do cardeal Ratxinger a Portugal vestido de Papa está a fazer paralizar uma boa parte do país. Claro está que é uma aparente contradição. Este país é por si mesmo paralizado por natureza, contudo, esta visita papal está a criar o caos nas três principais cidades do país no dias em que vai dar-se a sua presença. Claro está, Lisboa, Gaia e Porto.
Mas longe de se indignarem, as pessoas parecem (e digo parecem porque ao que me dizem os espectadores de televisão é o uqe é mais transmitido) felizes e contentes porque um fulano nos vai visitar e revirar a vida de milhares de pessoas durante estes dias, sendo que, as condições nas quais o papa irá ser recebido nunca deveriam ser diferentes das mesmas que tem qualquer outro chefe de estado. E esta falta aparente de indignação, sendo certo que ela existe e não é demonstrada porque não interessa que o seja, torna-se mesmo chocante porque, qualquer outro acontecimento que obrigasse a tais medidas de segurança deveras difíceis de entender, seria, no mínimo, alvo de uma profunda inginação e alguns berros. Com o papa Portugal não berra, mesmo que sejam milhares de pessoas afectadas pela impossibilidade de se deslocarem livremente no seu próprio país porque o líder de uma seita maioritária resolve por aqui passear.
Em nome de uma verdadeira fé, deveria sua santidade confiar a sua segurança à própria senhora de Fátima. Não deveria ser o contribuinte de um Estado laico a pagar os devaneios evangelizadores de um líder de uma igreja desesperada por estar em crise crescente e em decadência permanente.
Mas longe de se indignarem, as pessoas parecem (e digo parecem porque ao que me dizem os espectadores de televisão é o uqe é mais transmitido) felizes e contentes porque um fulano nos vai visitar e revirar a vida de milhares de pessoas durante estes dias, sendo que, as condições nas quais o papa irá ser recebido nunca deveriam ser diferentes das mesmas que tem qualquer outro chefe de estado. E esta falta aparente de indignação, sendo certo que ela existe e não é demonstrada porque não interessa que o seja, torna-se mesmo chocante porque, qualquer outro acontecimento que obrigasse a tais medidas de segurança deveras difíceis de entender, seria, no mínimo, alvo de uma profunda inginação e alguns berros. Com o papa Portugal não berra, mesmo que sejam milhares de pessoas afectadas pela impossibilidade de se deslocarem livremente no seu próprio país porque o líder de uma seita maioritária resolve por aqui passear.
Em nome de uma verdadeira fé, deveria sua santidade confiar a sua segurança à própria senhora de Fátima. Não deveria ser o contribuinte de um Estado laico a pagar os devaneios evangelizadores de um líder de uma igreja desesperada por estar em crise crescente e em decadência permanente.
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