sexta-feira, 6 de maio de 2011

“Estamos aqui para comunicar" ou os contra-censos da gestão moderna

Deve sempre estranhar quando na sua organização lhe disserem que “estamos aqui para comunicar”. Não que não seja fundamental a comunicação, e toda a gente, mesmo apenas usando o senso comum, compreende isso. Contudo depois as coisas vão aparecendo em formas de encenação de discurso que revela impossibilidades quer teóricas quer práticas, e a grande vantagem é que poucos realmente ficarão a pensar no que está por trás de todas estas necessidades repentinas de comunicação.


A principal contradição apresentada hoje nas organizações é a necessidade de uma reestruturação face a uma polivalência de recursos quando logo a seguir se comunica que a base para o crescimento é a diferenciação face aos outros players no segmento em causa.


A polivalência de recursos é sempre possível até um determinado nível, que será aquele que não seja percepcionado do lado de fora. Trata-se efectivamente de um processo de desqualificação e de desespecialização quando começam a ser evidenciadas as limitações ao nível de recursos. Se atentarmos no facto de ser a especialização e a excelência os principais factores diferenciadores entre organizações que, cada vez mais se assemelham no seu funcionamento e na sua filosofia, temos aqui uma impossibilidade de gestão ou uma prática de comunicação errónea que pode trazer maus indicadores ou ser de facto um aviso à navegação de que existem processos de mudança, mas não se compreende muito bem qual a dimensão e quais os contornos desta.


Isto é claro quando a própria economia está em mudança, quando se pensa que menores rendimentos trazem mais riqueza ou menos gastos às organizações quando não existe sequer a preocupação de entender qual a real parcela de valor que um trabalhador gera enquanto tal, mas também enquanto cliente e enquanto veículo de transmissão a terceiros clientes e potenciais clientes. Não olhar para esta verdadeira força ou subestimá-la, e ainda por cima com uma transmissão de ideias e com lançamento de comunicação contraditória, pode ser significativo quando se compreende a real dimensão das coisas.


Não é possível diferenciar pela banalização ou pela medianidade. Não é possível querer saber tudo de forma especializada porque existe uma impossibilidade intelectual e material para que isso suceda. O caminho de uma polivalência acima do visível ao exterior significa obrigatoriamente uma indiferenciação do trabalho, mas também um nivelamento por baixo nos standards de serviços e produtos, nomeadamente ao nível de know how uqe é atirado borda fora pela sua desvalorização principalmente a nível remuneratório.


Estas formas de comunicar contra-sensos na gestão moderna implicam no mundo empresarial o mesmo que a comunicação política implica na condução dos rumos de um país. E sabemos como, em conjunto, economistas e políticos, têm contribuído para a destruição de modos e standards de vida que até agora era dados como garantidos. O que acontece não é uma falta de rendimento mas antes uma distribuição demasiado assimétrica do mesmo levando a uma concentração numa minoria que tem hábitos de consumo muito específicos levando à destruição de muitos sectores de actividade, ou então à criação de grandes corporações que vão cada vez mais esmagando trabalhadores e consumidores, quer pela via do marketing, quer pela via da perda de direitos e regalias mesmo quando existe uma ilusão de que eles efectivamente existem.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Carta de condolências ao Presidente dos Estados Unidos da América





Caro Presidente dos Estados Unidos da América, Sr. Barack Hussein Obama,

Sei que, com esta carta, venho interpretar uma dor que poucos terão sentido, mas que, estando profundamente escondida no seu íntimo e de muitos que o acompanham, não deixa de existir e de lhe causar um aperto no peito. Dor pela perda de um velho amigo e aliado que se sacrificou a uma vida de retiro tão especial em nome do estilo de vida americano que o senhor presidente tão bem personifica. Dor, pela perda de um companheiro de décadas, que ajudou o seu país na luta contra o domínio soviético no Afeganistão quando a URSS via entrar o islamismo fundamentalista pelas suas fronteiras. Financiado pela sua agência de inteligência central ajudou com os seus mujahidines a derrotar as tropas soviéticas que ousaram invadir este país estável e pacífico que viveu sempre para alimentar economicamente os seus exércitos de espiões com o dinheiro do ópio. Dor, pelo desaparecimento de um verdadeiro patriota americano ainda que disfarçado de inimigo. Aquele que, em nome dos interesses do país que o senhor tão bem representa, aceitou fazer de peão num jogo de auto-mutilação que foi aquele ao qual chamaram de atentados de 11 de Setembro de 2001 na cidade de Nova Iorque, para que uma nova ordem mundial pudesse ser finalmente estabelecida e o seu país pudesse intervir arbitrariamente em qualquer ponto do mundo sem que os outros países lhe retirassem uma legitimidade moral para tais intervenções. Dor, por aquele que levou essa legitimidade ao ponto de ser conseguido um domínio pelo seu país sobre os países com as mais importantes reservas de petróleo do mundo, e aberto as portas para futuras intervenções nos restantes. Sabemos o quão escasso é esse bem, que estamos já na fase descendente da sua extracção e que cada vez implica maiores custos consegui-lo. Dor e pesar, por aquele que, em nome do bem-estar e do modo de vida americano se sacrificou a viver em montanhas como um animal selvagem e a ser falsamente perseguido pelos seus exércitos. Dor e pesar, por aquele que terá cometido (a ser real o que o senhor presidente transmitiu como notícia) um sacrifício que cada vez menos americanos estão dispostos a fazer pelo seu próprio país, o da morte, numa altura em que esta era tão importante para si, que lhe garantirá uma reeleição, e que permitirá ao seu povo descansar em paz sob a ilusão de que tudo está bem quando acaba bem. Mas, caro presidente, morreu o mais patriota dos americanos que, não o sendo, o foi como poucos. Um árabe que dedicou toda a sua vida a servir o país do senhor presidente e a abrir caminho para o que o senhor e os seus antecessores necessitavam. Morreu um patriota para que possam continuar a queimar impunemente um quarto dos recursos naturais escassos do mundo.
Como era de se prever, a sua dor foi contida e mesmo disfarçada de contentamento e a cultura e sabedoria dos seus soldados proporcionaram ao seu velho amigo e aliado um final desejado pelo próprio provavelmente convertido ao cristianismo, uma vez que os islâmicos não se sepultam daquela forma. O senhor não iria, mesmo disfarçando tão bem, cometer um atentado à memória de um dos maiores aliados do seu país desrespeitando a sua religião. Estou certo, por aquilo que vou conhecendo de si, que nunca o faria.
Por tudo isto, a minhas mais profundas condolências pelo desaparecimento do mais patriota dos americanos não americano Osama Bin Laden. Agora está a descansar em paz na certeza de que cumpriu integralmente a missão que lhe foi entregue, se realmente for verdade a sua morte.

Com os cumprimentos de sempre.

sábado, 30 de abril de 2011

Contos de fodas

O dia de ontem foi uma espécie de paraíso das sopeiras, um regalo para os olhos de todos quantos vêem na vida parasitárias dos monarcas um conto de fadas quando não passa de uma síntese de contos de fodas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

FMI está aqui...

Se os portugueses efectivamente entendem que o FMI está por cá para os ajudar, e vêem nos seus políticos incompetência para gerir o país, o melhor mesmo é já nem haverem eleições e entrega-se a gestão de uma vez aos senhores do "Fundo". Assim como assim, já são eles que governam há muito tempo... e escusamos de andar a brincar às democracias...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

perceber a economia actual à Esquerda, sem complexos

Independentemente do que pensamos sobre este senhor, é importante ver e ouvir com atenção o que é dito nesta entrevista...

Criar, produzir, construir, resistir, persistir e lutar...

Num ambiente de crise,que não sendo conjuntural, é sem sombra de dúvidas, estrutural, impõe-se que a grande arma contra todas as soluções que nos querem fazer entender como sendo as únicas e as inevitáveis, seja a imaginação e a vontade de contrariar precisamente todas essas soluções. é certo e sabido que o esquema bem montado nos impede de escapar para lá de determinados limites.

Mas também é certo que, nessa imaginação, nessa fonte inesgotável de criatividade que o ser humano tem quando quer efectivamente ter, estão todas as respostas para a construção de novos caminhos, ou de velhos com novas roupagens, que nos possam devolver a dignidade, fazendo quebrar todos os elos de dependências parasitárias que os presentes sistemas têm como sua própria essência.

Criar, produzir, construir, resistir, persistir e lutar, são palavras que devem voltar a fazer parte da nossa linguagem corrente. Devem-nos guiar, a cada um no seu espaço com o intuito de aplicarmos conhecimentos e talentos de forma não só eficaz como eficiente.

Nestes dias aparecemos rendidos a dois tipos escumalha diferente. Àquela que nos desgovernou durante décadas e nos afundou na ausência de produção de quase todos os tipos criando e aprofundando formas intensas de dependência. E àquela que, aproveitando-se oportunamente da primeira, vem agora colher os restos de um país afundado na sua própria falta de senso, insanidade colectiva pelo delírio de grandeza consumista, quando em contrapartida nada se produz que efectivamente contraponha os gastos que nos fazem querer ter.

sábado, 9 de abril de 2011

Estados de Espírito

"Talvez seja meramente um estado de espírito passageiro aquele que me leva a estar tão longe de acreditar que são os homens capazes de superar a própria necessidade auto-destruidora. mas não creio que um estado de espírito derive de uma evidência. Por norma derivam de algo de irracional. A descrença, o cepticismos é o estado natural de todos quantos se preocupam em analisar que quiseram fazer da organização social. Porque transformaram o indivíduo numa contradição de si mesmo e o crescimento numa necessidade que apenas conduz a diversas formas de definhamento, desde o mais íntimo ao mais social. Como o indivíduo e o social que são uma e a mesma realidade, se tornaram corpos estranhos e mesmo antagónicos."

Texto de Pedro Norman

domingo, 3 de abril de 2011

Compreender o fenómeno

É algo que tem acontecido um pouco por todo o mundo. Aqui podemos compreender o fenómeno. Um documentário a ser visto.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sindicatos e precários

Os sindicatos não representam nem pretendem representar os trabalhadores precários com falsos recibos verdes. Assim sendo, deveriam centrar-se na obtenção de uma forma especial de organizar estes trabalhadores e sobretudo de os proteger, como fazem e muito bem, com os trabalhadores por conta de outrem. Cabe aos sindicatos virem ao encontro de uma necessidade real de trabalhadores que, para além de o serem, ainda o são de forma muitas vezes fraudulenta. Leva a crer que os próprios sindicatos consideram estes trabalhadores, à semelhança das elaboradas estatísticas nacionais, não como trabalhadores mas antes como empresários que não são.

Realmente neste campo há que fazer um trabalho imenso dentro das centrais sindicais de intenso combate a estas situações precárias, mas também de uma enorme protecção aos trabalhadores envolvidos, ainda que não sindicalizados. Outras formas de organização têm de ser encontradas. A solidariedade e a luta nascem precisamente neste tipo de atitudes e não no abandono.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Godspeed You! black Empreror

Poucos conhecem, infelizmente, das bandas mais originais e mais brilhantes bandas da actualidade. Pode requerer alguma elasticidade auditiva mas merece bem a pena. Godspeed You! black Empreror - Sleep




Godspeed You! black Empreror - Blaise Bailey Finnegan III [1 of 2]

terça-feira, 22 de março de 2011

Mais papistas que o Papa II

Na nossa cultura organizacional actual, um comportamento adorado e incentivado é o dos cães de fila, dos lambe-botas e beija-luvas, de todos aqueles que são por si mesmos produtos e vítimas de uma sociedade competitiva e não cooperante. Os que tudo fazem ou dizem para cair nas boas graças das chefias.

Estamos a parir uma nova sociedade de bufos que se alimentam da crise, que se comportam como accionistas ou mandatários dos mesmos quando não passam de assalariados descartáveis e geram climas de mal-estar permanente. Delatores, parasitas, porcos e traidores da sua própria classe para saltarem para o patamar seguinte na cadeia do trabalho assalariado.

Mais papistas que o Papa I

Há por aí quem, no meio académico ou nas organizações, seja mais papista que o Papa e queira fazer transparecer como verdade aquilo que não passam de bodes expiatórios para as consequências da crise. Não tenhamos ilusões. Tudo isto se prepara para um único rumo, aquele que nos conduz a novas formas de escravatura quando nos roubam a cada passo todas as ferramentas para tomarmos nas mãos o poder de transformar.

É inadmissível que as academias preparem as pessoas numa óptica de pensamento único quando deveriam ser pólos ou fóruns de discussão aberta e clara do temas mais graves que se colocam à nossa sociedade actual. Mais do que uma demissão, há uma tendência premeditada e construída intencionalmente no sentido de alinhar o ensino com a forma actual de organização social que se provou desastrosa e mesmo anti-social. Querer compactuar no ensino e nas organizações com as desculpas que nos servem os incapazes que nos governam é o mesmo que assumirmos que preparamos as próximas gerações para o seu suicídio intelectual e moral. Assumir que estratégias empresariais são mais importantes que realidades sociais é absorver a ideia que as organizações são entidades supra-humanas quando elas existem porque a sociedade permite a sua existência compensando-as com a possibilidade de uns poucos enriquecerem às custas do trabalho de uma vasta maioria. Sociedade essa que nem sequer se preocupa com mecanismos de reequilíbrio a curto ou médio prazo ou com a constitucional e justa distribuição da riqueza. Depois querem despedir. E querem esmagar mais ainda salários. E enquanto isso determinados sectores florescem às custas do culto da suposta crise que se manifesta apenas para alguns. As academias e as organizações trabalham neste momento para um fim comum, por muito estranho que isso possa parecer, e esse fim é a continuidade de um sistema agonizante e podre, social e moralmente falando. Quando nesta altura deveríamos estar nos caminhos alternativos. É necessário chegarmos ao mesmo ponto a que chegou a Islândia?

sábado, 12 de março de 2011

À espera de evoluções no mundo...

...vou ouvindo como música de fundo.



RAMMSTEIN - ENGEL

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sem palavras...

É bom que se entenda o que realmente significam as coisas e as pessoas. Não vale a pena comer toda a merda que nos querem colocar no prato. vivemos numa era de informação contaminada. em nome de alguma lucidez fica a foto, talvez polémica 8mas pouco me interessa isso) da figura do momento, e não certamente pelas razões que chovem por aí nos órgãos de comunicação.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Memórias.

Tropecei algures nesta bela colecção de memórias de alguém certamente, não as minhas por impossibilidade técnica de não existência, mas que se traduziu ainda assim em alguns momentos emblemáticos. Nunca compreendi muito bem se isto se encaixava no que aprendi a gostar como universo musical mas sempre me soou muito bem. por isso mesmo aqui fica o resultado do tropeção que não resultou de todo em queda...



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Repressão...

As diferenças óbvias dos tipos de repressão:

Em Cuba, manifestação das damas de Branco



Em Espanha, ou melhor dizendo no País Basco governado por Espanha



Retirado daqui


Podemos então depreender que um regime considerado uma ditadura há 50 anos conta com o seu próprio povo para reprimir com... palavras. Onde estão os exércitos, as tropas de choque e as bastonadas? Ficam para quem as conseguir inventar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Estratégias de manipulação mediática

Numa interpretação muito recente, o académico americano Noam Chomsky retrata aquelas que considera como “estratégias de manipulação mediática” na comunicação política:

- Estratégia da distracção - consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes.

- Criar problemas e oferecer soluções - Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceites, v.g. deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

- Estratégia da Gradualidade – Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceite basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconómicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990.

- Estratégia do diferimento - É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente.
Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

- Estratégia da menoridade - A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adoptar um tom infantilizante.

- Estratégia do emocional sobre a reflexão - Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

- Estratégia da manutenção da ignorância e mediocridade - Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível”

- Estratégia da complacência - Levar o público a crer que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

- Estratégia do reforço da auto culpabilidade - Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas pela sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de se rebelar contra o sistema económico, o indivíduo auto desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua acção.

- Estratégia de conhecimento do indivíduo superior ao auto-conhecimento -
No decurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano tanto no aspecto físico como no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo.


CHOMSKY, Noam. in http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8ce8b102d40392a688f8c04b3cd6cae0&cod=6647 adaptado cit in MOUTA, P., RIBEIRO, M., FERREIRA F., "Comunicação Política", ISLA Gaia, 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Zeitgeist

Já que o tema veio à baila e consegui ver a totalidade desta interessante análise de como funciona a nossa sociedade, deixo aqui com alguma esperança de que outros também se interessem pelo conteúdo. No entanto alerto que analisar é relativamente simples, como diria alguém, difícil é transformar!!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Reflexões de Fidel - A questão do Egipto

Publico na íntegra o texto de Fidel Castro sobre a questão do Egipto, traduzido para português. Uma análise interessante.


"A Sorte de Mubarak esta traçada"


"A sorte de Mubarak esta traçada e já nem o apoio dos Estados Unidos poderá salvar o seu governo. No Egipto vive um povo inteligente que deixou a sua pegada na civilização humana. "Do alto destas pirâmides 40 séculos nos contemplam", contam que exclamou Bonaparte num momento de exaltação quando a revolução dos enciclopedistas o levou a essa extraordinária encruzilhada de civilizações.
No final da segunda Guerra Mundial, o Egipto estava sob a brilhante governação de Abdel Nasser, que em conjunto com Jawaharlal Nehru (herdeiro de Mahatma Ghandi), Kwame Nkrumah, Ahmed Sékou, líderes africanos, que com Sukarno, presidente da então recém libertada Indonésia, criaram o Movimento dos Países Não Alinhados e impulsionaram a luta pela independência das antigas colónias. Os povos do Sudeste Asiático, do Médio Oriente e de África, como Egipto, Argélia, Síria, Líbano, Palestina, Sahara Ocidental, Congo, Angola e Moçambique, entre outros, envolvidos na luta contra o colonialismo francês, inglês, belga e português, com o apoio dos Estados Unidos, lutavam pela independência apoiados pela União Soviética e da China.
A esse movimento em marcha, se juntou Cuba, após o triunfo da nossa Revolução.
Em 1956, a Grã-Bretanha, França e Israel, atacaram de surpresa o Egipto, que tinha nacionalizado o Canal do Suez. A corajosa e solidária acção da União Soviética, que inclusivamente ameaçou com a utilização do seu estratégico Rocket , paralisou os agressores.
A morte de Adel Nasser em 28 de Setembro de 1970, significou um golpe irreparável para o Egipto.
Os Estados Unidos não pararam de conspirar contra o mundo árabe, que concentra as maiores reservas petroliferas do planeta.
Não é necessário argumentar muito, basta ler as notícias do que inevitavelmente está a acontecer.

Vejamos as notícias:

28 de Janeiro

"(DPA) Mais de 100000 egípcios saíram hoje à rua para protestar contra o governo do presidente Hosnik Mubarak, apesar da proibição de manifestações, emitida pelas autoridades"

"Os manifestantes incendiaram sedes do Partido Democrático Nacional (PDN) de Mubarak e postos de vigilância policial, enquanto no centro do Cairo atiraram pedras à policia quando esta tentou dispersá-los com gás lacrimogéneo e balas de borracha"

"O Presidente norteamericano, Barak Obama, reuniu-se hoje com uma comissão de especialistas para se aconselhar sobre a situação, ao mesmo tempo que o porta-voz da Casa Branca, Robert Gobbs, avisou que os Estados Unidos reavaliaria as multimilionárias ajudas que concede ao Egipto, de acordo com a evolução dos acontecimentos.

"As Nações Unidas também emitiram uma forte messagem a partir de Davos, onde se encontrava o seu secretário geral Ban Ki-moon"

"(Reuters) - Presidente Mubarak ordena o recolher obrigatório no Egipto e a implantação do exército protegido por veículos blindados no Cairo e em outras cidades. Há relatos de violentos confrontos entre manifestantes e a polícia.

"Forças egípcias, protegidas por veículos blindados, implantaram-se sexta-feira no Cairo e em outras grandes cidades do país para acabar com os enormes protestos populares que exigem a demissão do presidente Hosni Mubarak.

"Fontes médicas assinalaram que até ao momento 410 pessoas ficaram feridas nos protestos, enquanto a televisão estatal anunciou o recolher obrigatório para todas as cidades"

"os acontecimentos representam um dilema para os Estados Unidos, que expressaram o seu desejo de que a democracia se estenda por toda a região. Contudo, Mubarak foi um aliado próximo a Washington por vários anos e o destinatário de muita ajuda militar"

"(DPA)" milhares de jordanos manifestaram-se hoje depois das orações de sexta-feira em todo o país, pedindo a demissão do primeiro ministro , Samir Rifai, e reformas politicas e económicas"

No meio do desastre politico que estava atingindo o mundo árabe, lideres reunidos na Suiça meditaram sobre as causas que davam lugar ao fenómeno, que inclusivamente classificaram como suicídio colectivo.

"(EFE) - Diversos lideres políticos pedem no Foro Económico de Davos uma mudança no modelo de crescimento"

"O actual modelo de crescimento económico, baseado no consumo e sem ter em consideração as consequências do meio ambiente, já não se pode manter por mais tempo pois põe em causa a sobrevivência do planeta, advertiram hoje vários lideres políticos em Davos"

"O modelo actual é um suicídio colectivo. Necessitamos de uma revolução no pensamento e na acção", advertiu Ban. "Os recursos naturais são cada vez mais escassos" acrescentou num debate acerca de como redefinir um crescimento sustentável no âmbito do Foro Económico Mundial."

" A mudança climática mostra-nos que o o modelo antigo está mais do que obsoleto", insistiu o responsável da ONU.

" O secretário geral acrescentou que, para além dos recursos básicos para a sobrevivência como a água e os alimentos, "se estão esgotando outro recurso, que é o tempo para fazer frente à mudança climática".

29 de Janeiro


"Washington (AP) - O Presidente Barack Obama tentou o impossível perante a crise egípcia: cativar a população furiosa com um regime autoritário de três décadas e, ao mesmo tempo, assegurar a um aliado chave que os Estados Unidos o apoiam.

"O discurso de 4 minutos do presidente, na noite de sexta-feira, representou uma cautelosa intenção de manter um equilíbrio difícil: Obama só poderia sair perdendo se o defendia entre os manifestantes que exigem a saída do presidente Hosni Mubarak e o regime que se apega com violência à sua posição de poder."

"Obama não pediu uma mudança de regime. Nem sequer disse que o anúncio de Mubarak foi suficiente"

"Obama fez as declarações mais fortes do dia em Washington, mas não se afastou do guião usado pela sua Secretária de Estado Hillary Clinton e o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs"

"(NTX) - O diário The Washington Post pediu hoje ao governo de Obama para usar a sua influência politica e económica para que o presidente Mubarak abandone o poder no Egipto"

"Os Estados Unidos deveriam usar toda a sua influência, incluindo os mais de mil milhões de dólares em ajuda que fornece todos os anos ao exercito egípcio, para assegurar o último resultado (a atribuição de poder por parte de Mubarak), indicou o diário no seu editorial"

"Obama na sua mensagem proferida na noite de sexta-feira, disse que continuaria trabalhando com o presidente Mubarak e lamentou não terem sido referido quaisquer eleições"

"O diário qualificou de não realistas as posições de Obama e as do vice-presidente, Joe Biden, que declarou a uma rádio que não chamaria ditador ao presidente egípcio e que achava que este não deveria renunciar"

"(AFP) - Organizações árabes dos estados unidos exortam o governo do Presidente Barak Obama a que deixe de apoiar a ditadura de Mubarak no Egipto"´

"(ANSA) -Os Estados Unidos mostraram-se novamente "preocupados" com a violência no Egipto e advertiram o governo de Mubarak que não pode agir como se nada tivesse ocorrido. Fox News disse que a Obama lhe restam duas más escolhas acerca do Egipto.

"Advertiu o governo do Cairo que não pode voltar a "baralhar as cartas" e actuar como se nada tivesse acontecido no país."

"A Casa Branca e o Departamento de Estado estão seguindo muito de perto a situação no Egipto, um dos principais aliados de Washington no mundo, e destinatário de uns 1.500 milhões de dólares anuais em ajudas civis e militares"

"Os meios de informação dos Estados Unidos estão a dar uma enorme cobertura aos distúrbios no Egipto, e vêm assinalando que a situação pode resultar, seja qual for o modo que se resolva, numa dor de cabeça para Washington"

"Apostamos no cavalo errado durante 50 anos", disse à Fox um ex agente da CIA, Michael Scheuer. "Pensar que o povo egípcio se vai esquecer que nós apoiamos ditadores durante meio século é uma ilusão", completou

"(AFP) - A Comunidade internacional multiplicou os seus avisos para que o presidente egípcio Hosni Mubarak empreenda reformas políticas e cesse a repressão das manifestações contra o seu governo, que este sábado prosseguem pelo quinto dia."

"Nicolas Sarkozi, Angela Merkel e David Cameron pediram ao presidente para "iniciar um processo de mudança" perante as "reivindicações legitimas" do seu povo e para "evitar a todo o custo o uso da violência contra os civis", no sábado numa declaração conjunta"

"Também o Irão pediu às autoridades egípcias para atenderem às reivindicações de rua "

"O rei Abdalá da Arábia Saudita considerou que as mudanças que os que protestam exigem, representam "ataques contra a segurança e estabilidade" do Egipto, levadas a cabo por "infiltrados" em nome da "liberdade de expressão"

" O monarca r«teklefonou a Mubarak para lhe expressar a sua solidariedade, informou a agência oficial saudita SPA"

31 de Janeiro :

"(EFE) Netanyahu teme que o caos no Egipto propicie o acesso dos islamitas ao poder"

"O primeiro-ministro de israelita, expressou hoje o seu receio de que a situação no Egipto permita o acesso dos islamitas ao poder, inquietação que disse partilhar com os dirigentes com quem contactou nos últimos dias.

"O primeiro-ministro recusou-se a comentar as noticias divulgadas pelos meios de comunicação locais que acusam Israel de ter autorizado hoje o Egipto a implantar as suas tropas na Península de Sinai pela primeira vez em três décadas, o que se considera uma violação ao acordo de paz de 1979 entre os dois países.

"Por outro lado e perante as criticas às potências ocidentais como Estados Unidos ou Alemanha que mantiveram laços estreitos com regimes totalitários árabes, a chanceler alemã afirmou "Não abandonamos o Egipto"

"O processo de paz entre israelitas e palestinianos encontra-se parado desde o passado mês de Setembro, principalmente pela recusa israelita em parar a construção no território palestiniano ocupado."

"Jerusalém (EFE) - Israel inclina-se pela manutenção no poder do presidente egípcio, Hisni Mubarak, a quem o chefe de estado israelita, Simon Peres, defendeu hoje ao dizer que "uma oligarquia fanática religiosa não é melhor que a falta de democracia"

"As declarações do chefe de Estado coincidem com a difusão pelos meios de comunicação local de pressões por parte de Israel feitas aos seus parceiros ocidentais para que baixem o tom das suas críticas ao regime de Mubarak, que o povo egípcio e a oposição tentam derrubar."

"Fontes oficiais não identificadas citadas pelo jornal "Haaretz" informaram que o Ministério dos Assuntos Exteriores enviou no sábado um comunicado às suas embaixadas nos Estados Unidos, Canadá, China, Rússia e em vários outros países para pedir aos embaixadores que enfatizem junto das autoridades locais respectivas, a importância que para Israel tem a estabilidade com o Egipto"

"Os analistas israelitas assinalam que a queda de Mubarak poderia por em perigo os Acordos de Camp David que o Egipto assinou com Israel em 1978 e posterior subscrição do Tratado de Paz bilateral em 1979, especialmente se tivesse como consequência a subida ao poder dos islamitas Irmãos Muçulmanos, que gozam de grande apoio popular"

"Israel vê Mubarak como o garante da paz na sua fronteira sul, para além de um apoio chave para manter o bloqueio à faixa de Gaza e isolar o movimento islamita palestiniano Hamas"

"Um dos maiores receios de Israel é que as revoltas egípcias, na sequência das tunisinas, alcancem também a Jordânia,debilitando o regime do rei Abdalá II, cujo país a par do Egipto, são os únicos árabes que reconhecem Israel"

" A recente nomeação do general Omar Suleim como vice-presidente egípcio e, portanto, possível sucessor presidencial, foi bem recebida em Israel, que manteve com o general relações próximas de cooperação em matéria de Defesa"

"Mas o rumo que seguem os protestos egípcios não permite dar por garantido que a continuidade do regime esteja assegurada, nem sequer que Israel possa continuar, no futuro, a ter no Cairo o seu principal aliado na região"

"Como se pode observar, o mundo enfrenta simultâneamente e pela primeira vez, três problemas:

Crise climática, crise alimentar e crise politica.
A elas pode-se acrescentar outros graves perigos.
os riscos da guerra são cada vez mais destrutivos e estão muito presentes.
Disporão os lideres políticos de suficiente serenidade e imparcialidade para lhes fazer frente?

Disto dependerá o destino da nossa espécie."

Fidel Castro Ruz, 1 de Fevereiro de 2011 in http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2011/02/01/la-suerte-de-mubarak-esta-echada/ (traduzido)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Da Grécia...

Muito recentemente dados a conhecer em boa hora. Um som fantástico que me lembra outros sons mais a norte da Europa.

Transistor - living

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tunisia - Questão a elucidar

"O povo levantou-se contra o colonialismo e a negação dos seus mais elementares direitos …

Mas note: pode haver mais de uma leitura.


Repentina, a notícia atraiu a atenção mundial: o ex-general Zine el-Abidine ben Alí, que há 23 anos governava a Tunísia – no coração do Magrebe, norte de África – fugiu com a sua família para a Arábia Saudita, abalado por uma revolta popular massiva e dirigida, entre outros flagelos, contra o desemprego, a miséria e a corrupção reinantes.

Enquanto que entre os analistas internacionais, há consenso de que os ajustes neoliberais promovidos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo B M (Banco Mundial) nesse país africano agravou a sua situação, relatórios destes organismos dizem o contrário, como seria de esperar.

Vejamos, por exemplo, alguns fragmentos do documento intitulado “Tunísia desenvolve economia e cria emprego” , difundido recentemente pelo BM:

“A Tunísia melhorou a sua competitividade e duplicou as exportações nos decorrer dos últimos 10 anos… acelerou o crescimento económico com a ajuda de uma série de empréstimos para políticas de desenvolvimento do Banco Internacional de Reconstrução e Fomento … deverá continuar a promover o investimento privado e aumentar a produtividade, para crescer entre 6 e 7% e reduzir o desemprego. .. O Banco está comprometido com o novo modelo de crescimento do Governo e dará o seu apoio através de trabalho analítico, assistência técnica e empréstimos a politicas de desenvolvimento para os próximos anos”.

Isto é como dizer: “A Tunísia é nossa “. E não do povo, mas sim da sua oligarquia, porque a nação Magrebe esta colonizada pelas potências imperialistas, em particular pela União Europeia. Só a França tem ali instaladas 200 mil empresas, às que se ligam empresas britânicas, belgas e espanholas.

Agora, revendo atentamente, para não passar por incauta, encontra-se esta rebelião popular a ser apoiada pelos estados Unidos (?!) …. Alemanha (?!) … França (?!) Et Voilà! Já temos outra possível leitura dos acontecimentos.

O presidente Barack Obama fez um apelo a favor de eleições “livres e justas” na Tunísia e destacou “a coragem e dignidade” do seu povo, depois da queda de Ben Alí. A União Europeia pronunciou-se por uma solução democrática “duradoura” e apelou à calma.

A insurreição continuava e as forças politicas internas anunciavam um novo “Governo de unidade”, integrado por algumas figuras da oposição, embora mantendo nos seus lugares ministros chave do anterior regime.

Fontes oficiais confirmaram que nesse futuro gabinete, que tentará integrar-se em poucos dias, para de seguida convocar eleições, não participam nem partidos de esquerda, nem partidos islamitas com o objectivo – dizem – de assegurar uma transição para um regime democrático, mas de “cores moderadas”. E nesse ponto, surge uma pergunta : Como é possível um regime democrático sem as forças nacionalistas mais assinaladas?

Tenhamos em conta, que a Tunísia esteve dominada durante muitas décadas pelo império francês. Está situada num lugar invejável para o turismo europeu, área em que, junto com a pesca, representa um dos rendimentos mais importantes do país. Após tantos anos de um processo de aculturação forçado, os muçulmanos continuam a reivindicar e a combater pelas suas origens.

Um colega de memória invejável recorda-nos que a busca de governos de “cores moderadas “ resulta numa arma da tradicional panóplia imperialista. Não o vivemos já em 1962, quando quase todos os governos e chanceleres da Organização de Estados Americanos (OEA) expulsaram Cuba do seu seio porque “a sua ideologia socialista extra-continental não era compatível com o sistema democrático da América”?

Relembremos brevemente também, a estratégia ianque-ocidental que se operou na Jugoslávia contra o presidente Slodoban Milosevic há 11 anos atrás e, mais recentemente, o golpe nas Honduras e a tentativa no Equador … Algo se esta a cozinhar. E não necessariamente a fogo lento. Oxalá a Tunísia saiba ser o exemplo de África."

Por Anary Lorenzo, 21 de Janeiro de 2011 (traduzido)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Egito... o caralho!!!

Sem avançar aqui em quaisquer considerações de ordem política, apenas quero deixar o meu veemente protesto com a estupidez que representa a aplicação do acordo ortográfico que mais não é senão uma cedência linguística de forma a, em mais um aspecto das nossas vidas, nos submetermos a interesses que não são de todo os nossos.

Mas vejamos quão estúpido é este acordo num exemplo tão simples. neste artigo, postado na RTP, o título do separador é precisamente "Egito". no corpo do texto sobre um país que se chama Egipto, aparece a expressão "Hosni Mubarak falou aos egípcios". Depreendo que no EGITO deveriam existir EGICIOS e não EGÌPCIOS... contudo a estupidez da aplicação deste acordo leva-nos a perceber que a forma "correcta" segundo os defensores desta aberração, é precisamente dizer que no Egito existem egípcios! Não é fantástico? Na língua inglesa e na língua castelhana, o nome do país é semelhante e escreve-se com o "p". por cá também se fazia, mas deixa-se cair em nome de um acordo idiota.

Aqui está um bom motivo para uma desobediência civil!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

The Gathering - Great Ocean Road

O melhor álbum desta grande banda holandesa que entretanto sofreu algumas metamorfoses. No entanto este som transporta-nos para um universo musical que relembra grandes bandas, ou grandes sonoridades que preencheram o imaginário de muitos que cresceram a ouvir criações sublimes.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Geração precária

Ainda não percebi se consigo gostar da música mas da letra sou um fã absoluto.

DEOLINDA - "parva que sou"

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Iraque, Wikileaks e o jornalismo

Sobre a invasão e guerra no Iraque, o wikileaks e Julian Assange. Mais um trabalho interessante o jornalista australiano john Pilger.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Perspectiva

Talvez seja uma forma subliminar de tentar relembrar que um dia este país acreditou em alguma coisa, e depois, essa mesma geração, enterrou essa crença e entregou-se à mediocridade.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Retomando memórias de um país que já foi...

Petrus Castrus - Indecisão e Demência



Petrus Castrus - País Relativo



Petrus Castrus - Mestre

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dead Can Dance

Estou confuso. não sei se acabei de conhecer ou se sempre me acompanharam estes sons... Sons de um passado futuro, acabados de nascer numa consciência que ainda não absorveu o significado de ser e estar num tempo e viver definitivamente noutro. Certamente o errado.

"Caso BPN: O que esconde Cavaco?"

Via Blogue Tabus de Cavaco

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Som clean... para um mundo dirty

Uma banda muito clara e cristalina. Muito bom som!



Um pilar ou um desafio?

Seria curioso entendermos porque algumas organizações importantes do nosso país desencorajam precisamente aquilo que é considerado como o pilar da construção das sociedades modernas, a formação e qualificação das pessoas. muitas não só não a promovem,de facto, como tentam minar e destruir mesmo as iniciativas individuais de aquisição dessa qualificação. Não admira que estejamos tão atrasados em relação a tanta coisa. A começar pela imbecilidade de muitos gestores à frente dessas mesmas organizações.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

Manipulação

Somos tanto mais manipuláveis quanto maior for a sensação de que somos verdadeiramente livres. A própria sensação de liberdade é ela mesma já produto final elaborado da requintada forma de manipulação que nos faz conviver pacificamente com todas as contradições de um sistema podre, decadente e desumano.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

RPWL

Deixo por aqui alguns temas desta interessante banda alemã.







RPWL e Ray Wilson

De um período infelizmente esquecido dos Genesis, aqui reproduzidos pela fantástica banda alemã RPWL. A presença fugaz mas muito pertinente de Ray Wilson (aqui como convidado em concerto pelos RPWL) quebrou a mediocridade da fase final dos Genesis de Phil Collins e trouxe-nos um excelente trabalho, "Calling all Stations". A conhecer...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Não era suposto o OE e os PEC's terem resolvido isto?

Não era suposto a aprovação do Orçamento de Estado de 2011 na generalidade e os PEC's terem resolvido isto? Ou estão as agências de rating a soldo de algum interesse maior?

http://economico.sapo.pt/noticias/juro-de-portugal-avanca-e-ja-esta-acima-dos-67_107222.html

FOX News. A verdadeira face americana...

Raramente se vê televisão que mostre a face verdadeira de um país e de um povo. Creio que estes curtos minutos resumem de forma inigualável a debilidade intelectual e humana da elite conservadora americana, aquela que sempre governou e continua a governar o até agora ainda mais poderoso país do mundo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aldrabices e outras sacanices

Agora querem-nos fazer entender que algo e o seu oposto são uma e a mesma coisas. Assim, para melhorar a economia e promover o emprego pretendem gerar-se mecanismos para tornar mais fácil, ou pelo menos mais barato, despedir. O resultado é óbvio. Aumento dos despedimentos. Aumento do desemprego e contratação por muito mais baixos salários e com vínculos ainda mais precários para as mesmas funções.

100.001, José!...

E bem merecidas cada uma dessas referências que existem na internet sobre fantástico tema. Pena que neste concerto o JC tenha optado pelo amigo Seargent em vez de um guitarrista capaz de tocar este tema. mas até aí está uma grande atitude, só se perdeu um pouco na música...


sábado, 11 de dezembro de 2010

Uma tal de crise

Dizem que estamos em crise e vemos que famílias de baixos recursos fazem créditos sobre créditos para comprar iPhones. A imoralidade do capitalismo e do consumismo nesta permanência e reforço da "Engenharia do consentimento" de Bernays, ampliada pela sua própria contradição de Individualismo crescente, gera uma sociedade que tende a implodir à medida que envelhece e apodrece. Adeus civilização ocidental!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mais uma vez o Wikileaks

À falta de outro expediente eis que começam já as movimentações dos serviços secretos com vista a assassinar moralmente julian Assange, fundador da Wikileaks e acusado de violação e detido pela polícia britanica. Como se pode ver aqui.

O terrorismo das secretas americanas e dos seus fieis cães de guarda não tem limites, como se sabe desde sempre na História das mesmas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Interlúdio

A pensar nos (certamente fantásticos) concertos destes senhores por terras lusas, fica um pequeno cheiro de música...



JAMES - Getting Away with it

(dedicado a mim mesmo, por uma vez na vida)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dá que pensar...



Excerto de "The Century of the self" de Adam Curtis (BBC)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quanto à precariedade...

Não só as artistas...também os Gestores de Recursos Humanos... pelo menos os actores e as putas não têm de trabalhar de borla...


Ainda o Wikileaks...

Uma questão importante sobre a qual muitas mentiras foram reproduzidas e amplificadas pelo nosso governo, prende-se com os voos ilegais da CIA com prisioneiros para Guantanamo. O Ministro Luís Amado jurava então a pés juntos nada saber e prometia mesmo a demissão caso se provasse.

Embora essa prova não esteja expressa aqui, a verdade é que devemos ter em atenção a pequenos pormenores de conteúdo deste fax publicado pelo Wikileaks e traduzido e publicado no site Esquerda.net

terça-feira, 30 de novembro de 2010

WIKILEAKS

Parece que temos muitas novidades no Wikileaks que comprometem diplomacia Norte-Americana e de outros países, amigos, aliados, compadres, companheiros de tantas lutas e labutas. Parece que, tal como sempre pensei, o Irão é uma questão de teimosia e interesses dos amigos árabes que defendem uma guerra mais. A visão americana sobre o mundo é de um paternalismo imperialista sem limites e os pormenores das revelações diplomáticas ali vertidas vão a ridicularias que, para eles são os pontos mais importantes. Os pontos fracos mesmo que dos nossos amigos podem sempre servir-nos no caso de quererem deixar de o ser.

update: Há uma onda de terrorismo informático contra o "Wikileaks" por parte do grande império. Os conteúdos vão estando permanentemente em baixo. O que escondem os senhores donos do mundo da populaça?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

Paradoxos

É um paradoxo que o presidente mais adorado dos Estados Unidos das últimas décadas fora das fronteiras daquele país, seja o mais violentamente odiado pela maioria das pessoas do seu próprio país. Depois da imagem dada por George W. Bush, barack Obama teria mesmo de ganhar as eleições, especialmente porque a alternativa era em tudo semelhante em estilo a Bush. Os americanos queriam e esperavam bem mais. Ou melhor, esperavam bem menos. Elegeram Obama não por ser melhor mas por ser diferente e por ser mais tolerado além fronteiras. os americanos não suportam a ideia de serem odiados quando concebem de si mesmos a ideia de salvadores do mundo. Odiaram desde logo o nome, a cor, o estilo, o discurso, a forma e não viram que entre candidatos a diferença prática na governação. Iria ser pouco mais que uma absoluta nulidade.

Obama chega a Portugal como o líder do que chamam o país mais poderoso do mundo. o país que tem a maior dívida de todos (lembra-nos alguma coisa?) e que produz conflitos em toda a parte e os alimenta para ter uma indústria de armamento saudável e para que as suas alianças sejam sempre mantidas no receio de que amanhã sejamos nós os inimigos da verdade americana. A verdade que incutiu durante tanto tempo o medo constante de ameaças diversas vomitando propaganda nos mass media, sobre invasões que seriam, bombas que cairiam, inimigos que chegavam, teias de horror e terror constante envolvidas na mais profunda convicção que o mundo é melhor governado sem Estado, entregue exclusivamente aos interesses das corporações, dos senhores do dinheiro e da guerra. Obama não mudou de todo o paradigma da política americana mas mudou radicalmente e de forma artificial a imagem dos EUA no mundo.

Lidera país que, por um lado continua a insistir num bloqueio criminoso a um pequeno e inofensivo país que é Cuba, e por outro lado esquece os mesmo argumentos na sua relação com a China que detém uma grande parcela da dívida americana. Estamos perante algo que é paradoxal mas sobretudo que é imoral porque não se tratam de princípios e valores mas antes de negócios bem montados. Negócios que foram muito bem delineados e que levaram mesmo a todo o planeamento e execução dos atentados de 11 de Setembro, no que acredito ter sido uma das maiores farsas da História contemporânea. Um abalo que depois se veio a repercutir um pouco por toda a servil Europa que se encontra de rastos ante a pressão das corporações e dos seus verdadeiros donos para que se torne num paraíso liberal onde se passa a ganhar muito menos, a trabalhar muito mais e a perder regalias sociais que colocaram a Europa durante décadas na vanguarda de um humanismo socialista de ambos os lados do caído muro de Berlim com diferentes soluções políticas e económicas mas que ditaram um pouco por todo o mundo, desde a Revolução Russa, uma alteração profunda nas relações entre classes. São estas que se pretendem anular da própria História com a ilusão de um capitalismo que funciona num mercado aparentemente desregulado mas sustentado sempre por elites parasitárias que se mantêm ao longo dos séculos como os verdadeiros donos do mundo.

São donos do mundo nos nossos dias os banqueiros. Imagine-se que criaram um sistema político que subjuga a vontade dos povos a uma pouco inocente incompetência dos políticos aparentemente eleitos de forma democrática comandados por estas elites que são efectivamente os seus chefes e donos e que nos prendem numa necessidade constante de dívida fazendo-nos acreditar que assim é necessário para manter o chamado estado social. A dívida é uma forma de escravatura moderna que prende e obriga ao consumo exércitos de incautos cidadão que mergulham em insolvências pessoais a cada dia que passa. À semelhança do que vemos acontecer neste momento com países como um todo.

O orgulho americano ficou ferido, e eu diria que bem propositadamente, com o reinado de Bush. Obama é um líder muito a prazo para que a seguir venha de novo uma face do que é a verdadeira dimensão imperialista dos EUA.

Escrito a letras de ouro na História do mundo vista do lado de cá, não passa de uma nódoa insignificante para o seu próprio povo e para a sua própria História.

Paradoxos...

Special needs...

Há sons sem estilo, sem forma definida e sem padrão estético que não seja o da universal e sublime beleza. e mais uma vez esta deriva da simplicidade.




Placebo- Special needs

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

terrorismo oficial

É oportuno falar de terrorismo oficial quando Portugal acolhe uma cimeira da mais perigosa instituição terrorista a nível mundial, a NATO, da qual inclusivamente é membro...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Spock's beard - The light

É fantástico quando, ainda que, muito ao fundo do túnel, se avista alguma luz. Música como esta é sem dúvida parte de uma qualquer luz que apenas se pode ver nas coisas belas da vida. E a música é uma delas, uma das formas mais sublimes de criação.

Spock's beard - The Light



domingo, 14 de novembro de 2010

Modernidade

Delírios criativos que ficam para a história da música. Nascem como extravagancias e transformam-se em ícones de uma era. já passou, é verdade, mas é esta a verdadeira modernidade...






quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A invocar passados futuros...

gray-out - "Miséria humana" - Orgia

Encontra mais artistas como Gray-Out em Música do Myspace

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Outras motivações...

"De facto, a crise levou à implementação de algumas mudanças na área dos recursos humanos, "focalizadas essencialmente na gestão do líder e na gestão de equipas, sempre tendo em conta a evolução das pessoas", refere Luis Reis, que não tem dúvidas que a motivação é um factor chave para o sucesso e que o facto de se gostar do que se está a fazer e de se sentir útil na empresa conta mais do que a remuneração. E "ter oportunidades de evoluir dentro da empresa é mais importante do que um possível aumento", conclui um estudo do Hay Group sobre o clima de negócios em Portugal. Segundo este estudo, a liderança tem um enorme impacto no clima de uma empresa, rondando actualmente entre os 50 e os 70%."

in http://economico.sapo.pt/noticias/como-gerir-pessoas-e-contrariar-o-pessimismo_103628.html

Ora aqui está uma excelente coisa para se dizer a quem paga. Porque me parecem estes discursos formatados e todos idênticos? E porque colocam sempre o enfoque em não serem os salários a principal fonte de motivação? Nada como realizar estudos por encomenda e dar sempre a resposta esperada como bons prestadores de serviços.

...querem enganar quem mesmo?

A propósito da Cimeira dessa instituição terrorista designada por NATO a 19 e 20 de Novembro, anuncia-se que estamos sob a ameaça terrorista. Boa forma de desviar atenções do mais importante.

Portugal não é palco para tais efeitos especiais. não me parece que estes alarmismos sejam sequer relevantes pois aqui não temos lugar a estas encenações e crimes auto-infligidos para esmagamento intelectual do próprio povo como noutras paragens.

A MAGIA DO SETE

Lembra-se de ouvir os senhores que nos governam a suplicar pela aprovação do Orçamento de Estado, porque caso contrário seria uma catástrofe nos mercados e não teríamos quem nos emprestasse a juros relativamente decentes? Bom, convinha que nos explicassem os entendidos porque motivo, têm os Estados soberanos de depender da banca privada para o seu financiamento. Mas isso são vacas de outra manada. Ontem chegou a triste notícia de que os juros de empréstimos a este saudável país ultrapassaram os sete por cento. E isto com o Orçamento de Estado aprovado e com todas as condições que foram negociadas mais uma vez entre os dois grandes partidos e que vêm também mais uma vez fazer recair os sacrifícios sobre os mesmos de sempre.
É algo de interessante observar que nos nossos dias a política deixou de existir e de fazer sentido. As directivas e as estratégias são definidas pela banca. Os países são propriedade da banca. Ou seja, o poder está na mão de entidades que não são eleitas por ninguém e que representam apenas e só os seus próprios interesses corporativos, familiares e pessoais. O mundo capitalista é uma gigantesca máfia cada vez mais descoberta e descarada e com povos cada vez mais coniventes com o seu próprio esvaziamento de poder.
Penso que está na altura de retirarmos “O Capital” das prateleiras das bibliotecas… antes que saia o “Mein Kampf”…

Mettropolis

Quando a grandes imagens se junta um grande som...

Kraftwerk - Metropolis com imagens do filme com o mesmo nome de Fritz Lang

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fuga para o Espaço...



O irreconhecível para muitos(infelizmente), José Cid

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Qual o segredo de uma equipa de sucesso?



O simples facto de qualquer equipa actuar como um corpo único desprovido de outras vias que não aquela que a faz rumar ao sucesso. O segredo não está, como muitos pensam, numa direcção, numa boa liderança, mas sim em várias lideranças estratégicas posicionadas correctamente ao longo da hierarquia que fazem da confiança, de um estruturado e estudado plano de comunicação ou falta dela, de profissionais competentes e direccionado o mesmo objectivo, motivados pela estabilidade constante de um projecto que é sempre visto a longo prazo. Não é uma cabeça, mas um corpo bem estruturado e com uma estratégia inflexível. Estabilidade, estratégia, competência técnica, visão de médio e longo prazo, estratégia comercial direccionada para a criação de sucesso a curto prazo e mais-valias que sustentam o médio e o longo. E tudo isto muito antes de ser uma realidade empresarial. porque não bebem as organizações nas fontes correctas de sucesso? Fica a questão...

sábado, 6 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Por muito que se possa pensar...

é quase sempre melhor qualquer má teoria que muito boas práticas. A teoria não mente com tanta crueldade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Em convalescença

… ainda não refeito do facto de ter colocado aqui o Demis Roussos… mas isto passa. Tenho de arranjar qualquer coisa verdadeiramente antagónica…

Ora bem… porque não alguém que vi ao vivo há uns aninhos atrás...

Terje Rypdal Trio - Live

Sons da Grécia

Aphrodite's Child - the four horsemen







Aphrodite's Child - It's Five O' clock






Um dos intervenientes desta banda fantástica dos anos 60/70... nada mais nada menos que o grande senhor Vangelis:









E finalmente aquilo que mais se conhece. Outro grande senhor. Que me perdoem os ouvidos mais rebuscados mas não poderia ficar sem a presença do Demis Roussos tal como está na memória das maiorias que fazem as estatísticas. Mas convenhamos que o tema é fantástico!

domingo, 31 de outubro de 2010

E se amanhã os mercados responderem negativamente?

É uma questão pertinente, creio. Parece que os dois principais partidos, ou seja o grande partido bicéfalo, resolveram entender-se quanto à aprovação do orçamento. Supostamente a não aprovação teria um efeito devastador nos mercados e principalmente no que diz respeito ao financiamento do país. Ao que parece não nos financiam porque não nos sabemos governar É justo. Assim sendo dão-nos financiamento com juros cada vez mais elevados. Faz todo o sentido. Como invejo a inteligência dos economistas. mas não foram eles e as suas receitas que nos fizeram gastar desta forma? Parece-me óbvio que privatizar o que dá lucro e manter o que afunda o Estado é algo que só pode trazer más notícias. mas eu apenas sei ir fazendo contas de merceeiro.

Chagámos assim a um entendimento e parece que faltam uns míseros 500M€ que ainda não sabemos muito bem onde serão "pescados" ou poupados. O acordo foi bem mais do que pacífico e o arrufo de namorados passou muito depressa depois da original e inédita reprimenda do senhor presidente da República, uma sumidade também na Economia que nos afundou. Era mesmo bom que começássemos a fazer alguns exercícios de memória. Não foi o professor Cavaco que introduziu de forma quase massificada o conceito de pré-reforma, atirando para a inutilidade e para uma morte antecipada milhares de trabalhadores e sobrecarregando segurança social sobre o pretexto de necessidade de rejuvenescimento dos quadros? O rejuvenescimento que gerou a fantástica escola financeira que pariu enormes sucessos empresariais como o Banco Português de Negócios. Não foi o actual presidente da nossa República o primeiríssimo a introduzir as desastrosas e ruinosas parcerias publico-privadas? O distintíssimo professor, dizem que um dos nossos melhores.

Não será estranho que, quando nos dizem que temos um estado social falido, vermos que a única parcela do Estado que continua a produzir resultados positivos, baseando-nos nos números da execução orçamental até final de Agosto, é precisamente a Segurança Social, ainda que tenhamos, a reboque de novas modas e velhas manias um sistema que sustenta famílias inteiras de parasitas que nunca quiseram sequer trabalhar e nunca foram pobres... o sistema está montado para parir soluções para os amigos. veja-se o caso "Face Oculta" que está para o PS como o BPN está para o PSD.

Podemos dizer com segurança que duas máfias se uniram de novo para nos tramar mais uma vez dando a imagem que nos salvam das suas próprias constantes incompetências. e certamente muitos destes senhores estarão muitos e muitos anos à frentes das nossas empresas públicas a retirar vencimentos e reformas milionárias como sempre o fizeram. A criar autoridades vazias de sentido como a ERSE que se alimenta da estupidez em que transformaram o nosso mercado energético.

Se amanhã os mercados responderem negativamente mais uma vez estavam e estão errados e as soluções são, afinal, apenas mais uma vez, os nossos problemas!

Não resisti à tentação de prolongar o prazer...

PAIN OF SALVATION - Iter Impius

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Flexibilizar o quê?

Tenho a noção que as soluções encontradas ao nível das cúpulas políticas para as crises cíclicas deste sistema podre são sempre as mesmas. uma delas é flexibilizar despedimentos retirando-lhes a motivação obrigatória de justa causa como ainda determina a contragosto do legislador no actual Código do Trabalho.

Alguns senhores bem colocados das economias, ou seja, aqueles que ao longo dos tempos apenas têm ditado precisamente as dsoluções que nos trouxeram até aqui e que nunca souberam coordenar uma economia tendo mesmo contribuido para a sua destruição no seu mais fundamental aspecto, a produção nacional, gostariam de ver as soluções de sempre aplicadas. E essas soluções são as reduções de salários e essa mesma flexibilização. Dizem que é para contratar e para despedir. Que isso é bom para a economia. Embora seja visivelmente criador de exércitos de profissionais incompetentes à semelhança desses economistas. Se as soluções são sempre as memsas, está visto que a crise cíclica do capitalismo apenas se cura com o seu fim. E o fim do capitalismo está, para estes senhores, no regresso das relações de dependência feudal em que meia dúzia de famílias possuem a esmagadora maioria da propriedade.

Não penso que possa ter outro epíteto para quem defende este tipo de medidas, sobretudo agora, e sobretudo depois de terem responsabilidade técnica e moral sobre todos os falhanços das suas próprias receitas que não o de reles filhos da puta!

Vivemos numa idiocracia!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Melancolia da chuva

A melancolia da chuva na genialidade da composição. uma melodia fantástica que nos transporta para uma dimensão que não é nada mais nada menos que o limite superior do que chamam vida. Este estado precário entre a inexistência e a morte...

Pain of Salvation - Pluvius Aestivus

Proteja o seu coração!

Desde que inventaram os computadores, as pessoas que têm mania de que são conscientes, como é o meu caso, têm necessidade de, de quando em vez, fazer uma limpeza e dar uma vista de olhos pelos ficheiros e e-mails mais antigos. Mas, como se prova na imagem seguinte, há coisas que não desactualizam, antes pelo contrário, tendem a aumentar exponencialmente. Através de um mail que recebi de uma colega em Novembro de 2009, fica uma ideia bem real da realidade nacional. Estamos necessitados de muitos cardiologistas.

Só digo que é um milagre ainda estar vivo...

domingo, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

venham os sais de frutos...

por vezes deparamo-nos com temas no caminho dos nossos dias de bandas que, por forma alguma, normalmente cairiam no cardápio normal, muito menos nas preferências e ainda pior nos destaques. por mera curiosidade ouvi algo de uma dessas bandas que sempre detestei, sem sequer ouvir... por isso, com alguns sais de fruto mas admitindo que gosto do álbum e fazendo um mea culpa pelo entupimento auditivo à priori...

linkin park - Burning in the Skies

domingo, 17 de outubro de 2010

Soberania penhorada

Por estranho que pareça, até pelo facto de pouco se falar nos cafés destas questões (mesmo sendo o café propriamente dito cada vez mais caro), pouca gente compreende a verdadeira face do sistema que coloca os países, havendo sido acordadas previamente estas absurdas regras, como escravos das vontades das entidades monetárias a nível mundial, mas principalmente das entidades bancárias privadas e das agências de rating. Podemos ser estúpidos ao ponto de nos intoxicarmos indefinidamente com cafeína e outras drogas, mas não são elas que nos tolhem o cérebro a ponto de nunca ser questionado pelas massas populares (um termo arcaico mas que confesso gostar particularmente, mais pelas “massas” que pelo “populares”) porque devemos de facto tanto dinheiro e a quem o devemos. Antes de mais devemos tanto dinheiro porque desde há décadas que este país tem parido a pior escória que tem vindo a apoderar-se dos cargos políticos e dos cargos de gestão pública, de empresas públicas ou ainda de lugares nos privados conquistados às custas da incompetência repleta de favores enquanto na titularidade de cargos políticos. Têm gerido da pior forma o dinheiro que quase todos nós vamos depositando nos cofres do ministério das finanças, gastando da forma irracional em luxos e especiais proveitos, realizando operações absurdas como privatizações de empresas estratégicas e lucrativas ou assunção de erros de gestão e crimes de privados pelos contribuintes. Vão mutilando as contas distribuindo por todos os interesses instalados as benesses das parcerias publico privadas que mais não são que sorvedouros de dinheiros públicos inimputáveis.

Ninguém se questiona porque têm os países de se financiar junto da banca quando organismos internacionais fabricam o dinheiro e o colocam depois no mercado. Ninguém entende porque pode o futuro de um país e consequentemente do seu povo ser colocado à mercê de agências de rating que se compreende de forma tão simples pelo mando de quem vão traçando destinos. Não se lembram as pessoas das consequências irracionais da intervenção de entidades mafiosas e de interesses obscuros como o FMI. Não se compreende a dimensão de tudo isto enquanto se observa, de um sofá, apaixonadamente, a beber cerveja alemã e a comer tremoços marroquinos, um jogo de futebol de uma selecção nacional de uma nação que não existe de facto a não ser na imaginação de uns quantos lunáticos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Talvez seja do delírio da febre...



Peter Murphy A Strange kind of love... não encontro a melhor versão que já ouvi deste tema...

King Crimson...

king Crimson, uma das bandas fundamentais da história da música para quem gosta, claro está...


Do capitalismo industrial ao capitalismo financeiro

A lógica do desenvolvimento do capitalismo industrial era de que seria necessário atribuir às pessoas o poder de consumir, e isso conseguia-se retribuindo o trabalho. Seria então de supor que quanto maior fosse o rendimento disponível, maior o consumo e consequentemente mais saudável a economia e o mercado. Não fosse o teor contraditório na génese deste deste sistema e tudo seria perfeito. No entanto, mesmo os mais acérrimos defensores desse mercado e da sua liberdade tornam-se prisioneiros da necessidade constante de reduzir custos. Mesmo que os lucros sejam continuamente crescentes, o mercado representa sempre uma ameaça. mesmo acumulando milhões de lucros é necessário procurar novas fórmulas para reduzir o custo. O capitalismo industrial globaliza-se e procura mão de obra extremamente mais barata no exterior mesmo que isso custe ter de se importar o que antes se produzia. Em paralelo com a indústria, o sector financeiro foi adquirindo cada vez mais poder. Este financia não só as empresas como mesmo os países através de esquemas pouco claros ou transparentes em que as dívidas de uns se tornam mais importantes que as dívidas de outros e se estabelecem padrões de confiança que dita quanto cada país paga pela sua ineficácia de gestão. A determinados países permite-se e incentiva-se que gastem acima das suas posses. A outros corta-se-lhes essas hipóteses balizando ou criando tectos para as dívidas. à medida que as empresas se internacionalizam tornam-se elas mesmas parte do sistema financeiro e engrossam uma nova forma de capitalismo globalizado a que devemos considerar como capitalismo financeiro. Quem manda no capitalismo financeiro? A banca. A banca controla todos os que têm dívida, o que significa grande parcela dos países, a esmagadora maioria dos cidadãos de cada país, e a grande maioria das empresas que são parcela de interesse da própria banca.

A actual crise foi criada precisamente no seio mais profundo das contradições do capitalismo financeiro. A banca vendeu lixo como ouro e depois colheu os frutos disso mesmo. Porque não vemos uma falência colossal da banca? Porque são os cidadãos contribuintes que, através dos Estados, por múltiplos esquemas, vão pagando as falências da banca. um pouco por todo o mundo isso sucedeu dessa forma, incluindo no nosso país. Ao contrário do que anunciaram não se nacionalizou um banco, antes fez-se uma distribuição pelos contribuintes dos prejuízos criados por uma mega-fraude de um banco privado que veio ao de cima precisamente quando esta crise veio à tona.

Os inimigos do Estado recorreram ao próprio Estado para salvar as suas fortunas e para salvar o sistema tal como o viemos a conhecer nestes anos. Seria normal pressupor que, através de uma aposta nos sectores exportadores e também num incentivo ao consumo interno pudessemos dar a volta à crise instalada. No entanto o capitalismo financeiro vê as coisas de forma diferente.

Existe uma elite de governantes e gestores e esses devem ser premiados mesmo quando nos arruínam. E existe a generalidade da população que vive dos rendimentos do seu trabalho e que forma a grande massa que é a classe média e as classes mais baixas, e a esses devem ser impostas medidas de forte austeridade. Os gurus do capitalismo financeiro vêm como necessários os cortes nos salários como se isso não representasse uma contradição à própria essência do capitalismo e um retrocesso para a era feudal. É uma ideia aberrante pensar que um exército de pobres pode consumir mais e mais quando os bancos que antes atiravam com financiamentos para tudo e mais alguma coisa aos olhos dos cidadãos começam hoje a fechar esse caudal irracional e a filtrar quem pode ou não pagar tanta loucura. com menores rendimentos menores serão as possibilidades para pagar as despesas correntes e muito menos para contrair despesas sobre bens não essenciais. Claro que na prática não é bem assim. A lógica do mercado impede que o cidadão faça uma escolha racional. E isso vê-se principalmente quando essa escolha está no campo da política.

neste momento temos países a serem extorquidos por sistemas financeiros irracionais. Fabricar dinheiro e colocá-lo na banca a um juro marginal para depois essa mesma banca decidir segundo critérios obscuros como e a quem empresta e sob que condições é uma forma de colocar a corda no pescoço de países que, tal como o nosso sacrificou o seu tecido produtivo em busca de uma forma de ganhar dinheiro sem fazer rigorosamente nada. Os governos quase desde o 25 de Abril, sacrificaram a nossa produção em busca de quimeras- Somos um país com problemas demográficos gravíssimos e eliminámos grande parte da produção efectiva. Salvam-nos alguns sectores das novas economias, mas mesmo assim ainda com peso muito reduzido. salvam-nos algumas internacionalizações bem geridas e orquestradas como o caso da EDP ou da PT. Mas é muito pouco.

O que o capitalismo financeiro pretende é precisamente destruir o resto da nossa economia subjugando-nos ainda mais aos delírios das vontades de um sistema viciado e podre. Cortes salariais são uma contradição com a própria lógica capitalista mas servem os interesses de uma das partes muito bem, pelo menos a curto prazo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

E novamente amanhã...

som delirante... OZRIC TENTACLES.

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Amanhã

Será que vale a pena viver de ilusões? Pensar que o amanhã será diferente, quando nenhum dos amanhãs o foi?

domingo, 10 de outubro de 2010

Peter Gabriel. E existe outra voz que se compare?

Mais um daqueles temas que nos deixam certamente a pensar como é tão ténue a ligação entre a simplicidade e a genialidade... para além de uma grande melodia.


sábado, 9 de outubro de 2010

Escapando um pouco ao óbvio

Não é o tema de que todos se lembrem ou que todos conheçam,por isso é o que escolho para figurar aqui. O outro não cabe no espírito dos dias que passam.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República!

Por muito que tente contaminar a mente de muita gente com as ideias de que a monarquia é um sistema aceitável, mesmo interessante, a verdade é que se trata de uma abjecta aberração política mantida por questões meramente culturais, em países que são efectivamente culturalmente ricos e civilizados. Não é concebível nos nossos dias que a figura máxima representante de um país, de uma nação, de um povo seja ditada por meras questões de determinismo genético. Não faz sentido que não seja o povo a escolher o seu próprio representante máximo como sucede na República.

Uma coisa é certa, no actual panorama, a mediocridade está assegurada nos dois sistemas. a grande diferença é que na República podemos escolher o medíocre que nos representa... portanto, viva a República!

domingo, 3 de outubro de 2010

Paatos - Holding On

Já em vários momentos referi por aqui que a simplicidade por vezes é a mãe das mais belas criações.. Assim de cor algumas me saltam à memória, uma das quais salta de imediato para este espaço. Da Suécia, Paatos.

Daymoon - algo em comum

Uma pequena homenagem a um grande e distante amigo. André Marques na bateria. Que saudades do fabuloso projecto que foram os "Gray-out"! consubstanciado no trabalho "Miséria Humana"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Van Der Graaf Generator

Por vezes é bom sentirmo-nos à beira da loucura, ou da mais cristalina das clarividências.

Um tema que me acompanha muitas vezes...